Quando foi implantado o Plano Real

No ano de 1994 o Plano Real foi inserido no meio econômico em modelo de troca de moeda para conter a hiperinflação que o Brasil enfrentava naqueles tempos. Essa mudança ocorreu na presidência de Itamar Franco com o auxílio do Ministro da Fazenda da época Fernando Henrique Cardoso e alguns economistas importantes desse período.

1994

No dia 01 de Julho de 1994 foi adotado o Real, mas somente no dia 31 de Julho de 1994 foi a data oficial em que o Real começava a se tornar a nova moeda de troca brasileira, fazendo com que o Governo começasse a controlar os gastos e a quitar suas dívidas. A inflação nessa época já chegava a 46,58% ao mês, enquanto no ano de 2013 ela não passa de 6,00%.

Antes do Real, existiram 5 tipos de moedas, são elas:

* Réis

200 réis

 

 

 

 

 

* Cruzeiro

Cruzeiro

 

 

 

 

 

* Cruzeiro Novo

Cruzeiro Novo

 

 

 

 

* Cruzado

Cruzados

 

 

 

 

*Cruzeiro Real

Cruzeiro Real

 

 

 

 

O modelo Real já passou por algumas modificações em suas notas para termos de segurança, veja:

Primeira família

Primeira família

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segunda família

2° família

 

 

 

 

 

 

 

Moedas

Moedas

 

 

 

 

 

 

 

Os economistas e políticos que viam a situação alarmante que o país passava em sua economia, reagiram para que a inflação não chegasse a um patamar ainda maior, eles visaram a criação de uma moeda na qual proporcionasse para o Brasil mais estabilidade, pois o país necessitava de uma força maior em sua moeda, para que obtivesse confiança e fizesse com que a inflação e as dívidas caíssem, eles necessitavam de um poder maior do que os que já tinham sido criados anteriormente e assim foi implantado o modelo Real, que recebeu esse nome em fator da primeira moeda, chamada “Réis”. O principal foco do Governo nesse momento era transformar o URV (Unidade Real de Valor) em Real.  Muitos pensavam que essa ideia não iria funcionar, mas assim que foi lançada a moeda Real oficialmente, ela manteve sua postura de poder capitalista e valorizou-se nacionalmente e mundialmente.

A implantação da moeda Real obteve 3 fases:

1° Fase:

OPlano de Estabilização Econômica contou com o PAI (Programa de Ação Imediata) e com o FSE (Fundo Social de Emergência) para que o país retomasse o crescimento econômico em seus pontos sustentáveis,  criando medidas para que as dividas fossem controladas e fazendo com que a União obtivesse mais controle com seus gastos para que começasse a haver um equilíbrio econômico;

2° Fase: 

Ocorreram mudanças no sistema da MP (Medida Provisória) e foi criado o URV para que fosse restaurado o modelo de unidade de contas da moeda do país;

3° Fase: 

Implantação do Real no mundo capitalista, sendo fabricada quantias necessárias de moeda para que sua estabilidade ficasse preservada no caso de novas crises ou perca de força no mercado.

O Governo, nesse momento desejava além de controlar a moeda, fazer com que o crescimento econômico subisse, que os juros fossem diminuídos para que o PIB (Produto Interno Bruto) também alavancasse, fazendo com que o limite de crédito crescesse para os consumidores, para os empregados e para toda a massa salarial.

Por se tornar mais fácil obter crédito no mercado, muitas industrias e empresas surgiram e isso fez com que as vagas de emprego aumentassem, e a partir desse instante elas começaram a ter força maior pois já conseguiam controlar suas privatizações, conseguiam transformar a empresa e investir em melhor a produção do seu capital. 

Superinflação

Por surgir tantas vagas de emprego e a maioria das pessoas com mais qualificação serem contratadas, a educação sentiu uma considerável diminuição no seu grau de aprendizagem, pois com a modernidade veio várias inovações das industrias e a maioria dos estudantes não conseguiram acompanhar essa mudança drástica.

Por isso, está sendo inserido no meio educacional, programas que ajudarão essas pessoas a se desenvolver melhor no Ensino Fundamental – FUNDEF – para que tenha uma base sólida ao ingressar no Ensino Médio, também está sendo proposto que o magistério volte para que a consistência de aprendizagem nas escolas sejam mais proveitosas, para que os alunos estejam preparados para ingressarem em cursos superiores e serem profissionais de sucesso ao se formarem.

A saúde teve seu plano público mais aprimorado, o SUS (Sistema Único de Saúde) foi estudado para que melhorasse em seus atendimentos e vários PSF (Programa de Saúde na Família) foram instalados em inúmeros bairros de todas as cidades para que houvesse mais cuidado com a saúde do povo brasileiro.

Com a diminuição de gastos, o Governo tinha mais poder de investimento e com isso também disponibilizou verbas a programas sociais para ajudar a cidadania de classe baixa, tirando muitas famílias da miséria e da pobreza.

Curiosidade

O Real é a 16° moeda mais negociada no mundo inteiro e a mais negociada por toda a América.

Como e quando surgiu o dinheiro

O dinheiro é um mecanismo de troca, utilizado para a obtenção de bens cujo valor atribuído seja semelhante ao representado pela moeda. O que nós interessa aqui é o valor, estabelecido pela lei da oferta e procura, quando há pouca procura do produto e a oferta é grande, os preço abaixam e vice-versa, mas, não é só isso, os jogos de mercado são bem mais complexos, envolvendo a situação econômica do país, inflação, deflação, tributação, entre outras coisas. O valor portanto, parte do campo da subjetividade do imaginário popular, e a importância, interesse e necessidade, que atribuímos ao produto ou  serviço, transforma-se em algo prático, o preço, na atualidade calculado em dinheiro.

dinheiro
O dinheiro é um canal de escambo convencional que permite dar um preço ao valor dos bens

Alguns bens de consumo tem preços relativamente estáveis, isso por que,  são produtos de necessidade imediata comuns  a grande parte da população, na mesma proporção existem bens cujo o preço descompassa do valor. Por isso, a vida de grande parte das pessoas direcionam todos seus esforços na busca de mais dinheiro, alienados do verdadeiro papel da moeda, que é apenas uma intermediário convencional para se trocar coisas.  Esse tipo de pensamento reforçado ainda mais pela mídia estimula o consumismo desenfreado, e torna translúcido os verdadeiros valor das coisas.

Não se sabe ao certo qual a verdadeira origem do dinheiro podemos dizer que foi quando as pessoas se caçaram do escambo. Ainda na pré-história (sem data precisa) em meados da revolução agrícola o homem começa a estocar alimentos,  com isso, algumas mercadorias começam a ter valor de moedas, servindo como base para as trocas.

Podemos ver como diferentes produtos serviram de moedas, no império romano, por exemplo, o sal era utilizado para pagar os soldados advém dai o “salário” que conhecemos hoje. O maior problema da aplicação desses bens como moeda estava na flutuação dos valores e na dificuldade da acumulação.

Com o avanço da fundição de metais na humanidade o preço das coisas foi aos poucos se associando a estes, até que em meados do século VII a.C aparece com os gregos o ancestral do dinheiro, utensílios geralmente feitos de prata, mas, que em algumas localizadas também tinha detalhes em ouro, essa prática foi sendo adaptada por diversas civilizações e sobrevive até hoje em alguns locais do mundo.

Depois disso chega a vez do papel moeda, com cerne na idade média era uma espécie de comprovante de uma quantia de ouro que fica em posse de ourives do período. Aos poucos foi evoluindo e hoje cada país tem tem suas moedas oficiais e  bancos encarregados de emiti-las.

Meta de redução da inflação e a meta de redução do desemprego

valorização da moeda
Para combater a inflação o governo precisa valorizar a moeda

A característica primaz da inflação é subir o preço dos produtos, isso significa que a moeda do país de torna desvalorizada, isso acontece quando existe mais notas circulando no país do que bens de consumo,  por conseguinte, os valores dos produtos vão sendo aumentados gradativamente enquanto a renda mínima fica estável e o consumidor perde em poder de compra.

Quem mais sofre com as altas inflacionárias são as classes menos favorecidas, estes   não  conseguem investir seu dinheiro a longo prazo para que a valorização do mesmo corrija as perdas. Procura  maior que a oferta, resultado do desenvolvimento financeiro das famílias, também as taxas de cambio, quedas na produção são os principais fomentadores da inflação.

No Brasil o principal mecanismo de controle inflacionário utilizado pelo Banco Central é o aumento de juros, assim os produtos ficam mais caros e a demanda diminui assim a produção tende a equilibrar-se e os preços ficam em uma margem aceitável. O BC eleva para isso a taxa Selic, o referencial de juros brasileiros, consequente a moeda se valoriza e todos os setores voltam a consumir. Outra medida que está sendo tomada é a desvalorização do dólar.  Um grande fator agregador da inflação são os gastos estatais, que quando enxugados ajudam na manutenção das taxas inflacionarias, mas nossa administração parece não enxergar essa ferramenta.

Recentemente o BC divulgou a taxa Selic que surpreendeu ao manter a mesma praticada em 2012, 7,25% com isso julga conseguir manter-se no plano de metas para inflação nesse e no próximo ano, 4,5%, com variação de dois pontos percentuais para menos ou para mais. Mesmo assim deveremos ficar com uma inflação alta se comparada a dos países de primeiro mundo, que dificilmente chegam a 3%, essas propostas mostram um certo conformismo nas projeções.

Mesmo com o contínuo aumento inflacionário a criação de novas vagas de emprego é vista com otimismo pelo economistas, hoje em 5,5 %. Essa diminuição gradual no desemprego vem acontecendo de longa data, e mesmo com baixo ritmo de crescimento, as estimativas são de 5,2 % para o ano seguinte. Já os investimentos tende a ser baixos, muito disso graças as incertezas no plano econômico europeu.