Arara-de-barriga-amarela em extinção

Arara de barriga amarela em extinção

O Brasil é um país rico em espécies nativas, tendo como um dos seus mais relevantes biomas o Cerrado, que conta com características únicas, tanto em relação a fauna quanto a flora. A quantidade de aves encontradas nessa região é bastante elevada, tendo como um dos seus principais símbolos a arara-canindé ou como é chamada popularmente por arara-de-barriga-amarela.

Essa ave é uma das figuras representativas do país, porque sua coloração remete as tonalidades encontradas na bandeira da nação. Possui uma importância considerável para os povos indígenas, sendo muito apreciada por todos, por apresentar um comportamento tranquilo em relação as outras espécies de araras.

Sua distribuição ocorre na América do Sul e América Central, com mais intensidade em solo brasileiro, paraguaio e boliviano. Mesmo se encontrando em vários lugares do mundo e se manifestando em grande quantidade populacional, a arara-canindé vem sofrendo fortes ameaças de extinção, o que preocupa muitos biólogos, cientistas e ONG’s.

Arara de barriga amarela em extinção
Arara-de-canindé.
(Foto: Reprodução)

As principais razões que estão ocasionando esse transtorno são:

  • Destruição do seu habitat natural;
  • Desmatamento;
  • Queimadas;
  • Captura ilegal para domesticação;
  • Atividade predatória;
  • Tráfico para colecionadores e zoológicos.

Observação: A América do Norte, Ásia e a Europa são considerados os centros de tráfico da arara-de-canindé.

Classificação

  • Reino: Animalia.
  • Filo: Chordata.
  • Classe: Aves
  • Ordem: Psittaciformes.
  • Família: Psittacidae.
  • Género: Ara.
  • Espécie: Ara ararauna.

Pela constatação da ameaça de extinção, muitas alternativas de conservação vem sendo implantadas no Brasil e nos demais locais de distribuição dessa ave, como a elaboração de políticas específicas de proteção, a proibição de cativeiros e comércio dessas espécies, projetos de recuperação da população das araras-de-canindé, entre outras táticas.

Características

• Tamanho: 75 à 86 centímetros.

• Peso: 995 à 1380 gramas.

• Coloração: Azul e amarela, com faixas pretas espalhadas pelo corpo.

• Alimentação: Consomem com muito frequência frutas e sementes, principalmente de palmeiras.

• Reprodução: Geralmente costuma viver com o seu par pelo resto da vida, tendo sua nidificação entre os meses de Agosto e Janeiro. Com o nascimento dos filhotes, os pais costumam alimentá-los no ninho por cerca de 3 meses ou até que eles aprendam a voar.

• Predadores naturais: Aves de rapina de grande porte.

Informações Boto Amarelo

Informações Boto Amarelo

O boto amarelo, conhecido popularmente como golfinho-do-rio-da-prata, é uma espécie mais rara do gênero Pontoporia, isso porque é o único animal pertencente ao grupo dos golfinhos de rio que habita o mar, conseguindo mergulhar pequenas distâncias em áreas de água doce.

O boto amarelo aparece com mais frequência na costa sul do Brasil e também na Argentina. Costuma ter hábitos solitários, mas pode ser visto em seu habitat na presença de pares ou com mais 5 componentes.

Informações Boto Amarelo
Boto Amarelo.
(Créditos da foto: http://www.saudeanimal.com.br/)

Classificação

  • Reino: Animalia.
  • Filo: Chordata.
  • Classe: Mammalia.
  • Ordem: Cetacea.
  • Subordem: Odontoceti.
  • Família: Pontoporiidae.
  • Género: Pontoporia.
  • Espécie: P. blainvillei.
  • Nome binomial: Pontoporia blainvillei.
  • Nomes populares: toninha, boto-cachimbo e franciscana.

Alimentação

A alimentação desse animal é constituída a base de outros peixes, principalmente os de menor porte. Uma das suas características físicas essencial à dieta, é a presença  de 210 à 240 dentes em seu bico, sendo capaz de mastigar bem a refeição, conseguindo obter múltiplos nutrientes essenciais para o seu organismo.

Reprodução

O acasalamento do boto amarelo acontece quando ele atinge os 2 anos de idade, a gestação dura cerca de 10 meses, nascendo um filhote entre os meses de Outubro à Maio, com aproximadamente 70 centímetros, pesando entre 7 à 9 quilos no total.

Características importantes

  • As fêmeas costumam ser maiores que os machos;
  • O peso de um boto amarelo adulto varia entre 36 à 50 quilos;
  • Seu comprimento costuma chegar à cerca de 1.8 metros;
  • Seu bico é fino e longo;
  • Possui nadadeira dorsal pequena e triangular e nadadeiras peitorais curtas e largas;
  • São completamente tímidos;
  • Ao chegarem na idade adulta, vivem entre 15 à 20 anos;

Extinção

É considerado um animal ameaçado de extinção, estando vulnerável. Os grandes problemas que vem ocasionando esse processo é a pesca dos predatória dos  botos e a degradação do seu habitat. Pesquisas revelam que aproximadamente 1.500 botos são mortos todos os anos em redes de pescadores.

Gavião de pescoço branco

O Gavião de pescoço branco ou Dente fino de Forbes, é uma espécie de gavião extremamente rara que já se encontra em perigo crítico de extinção. A ave foi descoberta em 1880 em Pernambuco e coletada pelo britânico William Alexander Forbes, para ser levada ao British Museum of Natural History, Tring (BMNH) na Inglaterra. Posteriormente, um casal adulto da espécie foi coletado para ser levado ao Museu Nacional do Rio de Janeiro.

gavião de pescoço branco
Gavião de pescoço branco
(Foto: Reprodução)

Por muito tempo a ave foi reconhecida como uma variação do Gavião de cabeça cinza, até ser descrita como uma espécie independente em 1922, apesar disso muitos autores ainda discordam dessa opinião, entretanto foi reconhecida em 2006 pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO) como um taxón  independente.

A população atual de exemplares dessa espécie são de 50 aves, a mesma mantém algumas características distintas como a cabeça cinza, pescoço branco, asas e rabo com penas pretas. A ave adulta mede cerca de 50 cm, possui hábitos diurnos e passa a maior parte do tempo em regiões litorâneas. A dieta deste animal é baseada em pequenos insetos, ovos de invertebrados e até mesmo pequenas cobras e lagartos.

O Gavião de pescoço branco é uma espécime endêmica, portanto só habita uma certa região. Até agora só foi localizada no nordeste brasileiro, com concentração nos estados de Pernambuco e Alagoas. Pelo fato de ser um animal muito raro, ainda há poucos estudos sobre os hábitos dessa ave.  

Biomas em extinção no Brasil

O Brasil possui uma incrível biodiversidade em toda  sua extensão. É possível observar cerca de sete biomas, tais como Mata Atlântica,  Pantanal,  Pampas, Amazônia, Caatinga, Zona Costeira e Marinha e Cerrado. Todos são muito importantes para a conservação e a preservação da fauna e flora.  Além disso, ainda proporcionam diversos benefícios à vida humana.

Devido a grande degradação destes biomas, entre outros fatore, alguns deles biomas já estão em estado de alerta em relação a sua extinção. Havendo a extinção de um destes biomas, haverá um grande desequilíbrio ambiental. Com isso, medidas de preservação estão sendo abordadas nas comunidades que vivem nestes locais e em suas redondezas.

Várias ONG’s, empresas e colaboradores, vem realizando o trabalhado de conservação da fauna e flora brasileira, através de palestras, medidas socioeducativas, apreensões de animais que são contrabandeados e muitos devolvidos à natureza. E um dos assuntos que gera debates é as condições estipuladas do uso de bens naturais e dentre outros fatores.

Biomas em risco de extinção

Caatinga

Esse bioma ocupa cerca de 11% de todo o território nacional. Estima-se que mais de 80% da sua área já não existe mais. Grande parte do seu território vem sendo queimado e desmatado, fazendo com que espécies de plantas e animais sejam eliminadas do local. Somente 1% da sua área total é preservada atualmente, o que aumenta e muito o risco de sua extinção.

Caatinga (Foto: Reprodução)
Caatinga
(Foto: Reprodução)

Floresta Amazônica e Mata Atlântica

Nestes dois biomas são encontrados as florestas tropicais onde abrigam quase a metade de todas as espécies de flora e fauna no país. Mesmo sendo muito diversificadas, estes biomas são muito frágeis. Devido as explorações sem limites, elas estão desaparecendo em uma velocidade muito superior do que as práticas de reflorestamento e preservação.

Floresta Amazônica (Foto: Reprodução)
Floresta Amazônica
(Foto: Reprodução)
Mata Atlântica (Foto: Reprodução)
Mata Atlântica
(Foto: Reprodução)

Cerrado

O cerrado é considerado a segunda maior área de cobertura vegetal do Brasil, porém, é o bioma mais ameaçado de extinção de todo o país atualmente. Estima-se que dentro de 30 anos esse bioma pode não irá existir mais.

Cerrado (Foto: Reprodução)
Cerrado
(Foto: Reprodução)

Aviso

A utilização demasiada dos recursos naturais pelo homem é o principal fator de extinção da fauna e flora, que não se restringe ao Brasil. Além disso, estamos testemunhando tais consequências como o aquecimento global que está causando enormes transtornos em diversas regiões como chuvas em excesso e em outras áreas a escassez de água. Portanto, faça a sua parte.  Ajude a preservar a natureza, tenha consciência dos seus atos!