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Gravidez com trompas ligadas

No procedimento de ligadura de trompas pode ser feita uma reversão. No artigo contém informações complementares sobre a possibilidade de concepção nesse tipo de situação.

     

O procedimento da ligadura de trompas, comumente denominado como laqueadura tubariana, é um método que consiste na esterilização da mulher, através da ligadura ou corte dos tubos de Falópio, pertencentes ao sistema reprodutivo de seu organismo, com a finalidade de evitar uma fertilização. Cerca de 33% das mulheres utilizam esse procedimento como contraceptivo mais ideal.

cirurgia contraceptiva

Procedimento de ligadura de trompas

O método pode ser realizado de diferentes formas – laparoscopia, mini-laparoscopia, laparoscopia regular e por acesso vaginal. A contracepção da ligadura de trompas é classificada como permanente, por causa da sua efetividade, no entanto, especialistas afirmam que nenhum método contraceptivo possui 100% de eficácia.

Quando uma mulher decide realizar o ligadura de trompas, deve ter consciência de que poderá nunca mais te filhos, portanto é um passo de extrema importância. O procedimento para ligadura de trompas é regulamentado pela Lei Sobre Planejamento Familiar, que determina a idade mínima de 25 anos para mulher, ou ainda que a mesma tenha dois filhos, do contrário não pode se ser submetida à ligadura.

Dúvidas surgem sobre a possibilidade de acontecer uma gravidez após ter sido realizada a cirurgia. Entretanto, essa questão é variável e depende muito do método que foi utilizado, bem como as condições biológicas de cada mulher. A incidência maior em acontecer esse evento está entre as mulheres mais jovens, uma vez que tenham maior fertilidade do que as de idade mais avançada.

gravidez

Mulher com ligadura de trompas pode engravidar se houver abertura irregular das mesmas.

Pode acontecer uma recanalização natural das trompas ou venha a ocorrer uma abertura irregular das mesmas, o que possibilita a junção do espermatozoide com o óvulo. Os riscos de falha na esterilização são mais frequentes em mulheres jovens, por apresentarem fertilidade maior do que as mais idosas. Lembrando que a possibilidade representa cerca de 0,5 para cada 100 mulheres.

Pode ser feita a reversão do procedimento, caso a mulher queira. Através da microcirurgia, é possível reparar o tubo de Falópio, onde é feito uma nova abertura através do músculo uterino e no segmento do tubo inserido na cavidade uterina que esse encontra excedente. Essa reversão tubária quase não possui complicações, se for realizada corretamente por um cirurgião especialista.

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