Causas da obesidade identificadas pela ciência

A obesidade é uma doença muito frequente nos dias de hoje, caso que não se restringe ao Brasil, mas em todo o mundo. Ela é uma enfermidade crônica multifatorial, onde as reservas de gordura aumentam demasiadamente, fazendo com que a ingestão de alimentos sejam maiores que os gastos energéticos, sendo considerada um problema sério de saúde.

Essa doença é mundial, está ligada a fatores genéticos, má alimentação e sedentarismo. Mesmo sendo considerada uma condição clínica individual, a cada dia, mais e mais pessoas são atingidas por ela.

São fatores diversos às suas causas, mas alguns cientistas das Universidades de Glasgow e Bristol, na Grã-Bretanha, afirmam que existem 8 pontos principais para a obesidade, principalmente quando ela se inicia na infância.

Os pesquisadores dizem que as maiores causas da obesidade se dá quando o indivíduo ainda é criança, devido aos maus hábitos e destacam que os primeiros anos de vida são os mais importantes para indicar se a criança terá ou não a doença posteriormente, tendo agravamento ou não.

Causas científicas

  • Obesidade dos pais;
  • Peso ao nascer;
  • Tamanho no início da vida – medido entre 8 e 18 meses;
  • Dormir pouco – menos de 10,5 horas por noite até os 3 anos de idade;
  • Ganho rápido de peso no primeiro ano de vida;
  • Crescimento rápido até os dois anos;
  • Ver televisão por mais de 8 horas até os com 3 anos ou mais;
  • Desenvolvimento de gordura corporal antes de entrar no colégio – antes dos 5 ou 6 anos de idade;

A obesidade também pode se desenvolver quando o indivíduo já estiver mais velho devido a outros fatores, tais como os transtornos alimentares, sedentarismo, má alimentação, depressão, estresse, etc. Mas para preveni-la os procedimentos são basicamente os mesmos.

Dicas para prevenir e controlar a obesidade

  • Boa alimentação da grávida;
  • Amamentação do bebê exclusivamente com leite materno até os 6 meses;
  • Começar inserir outros alimentos somente após os 6 meses de vida do bebê, tal como  sólidos, frutas, verduras, legumes e carnes magras;
  • Evitar ao máximo dar doces e alimentos gordurosos para crianças menores de 2 anos;
  • Praticar atividades físicas regularmente – se possível com a orientação de algum profissional da área;
  • Coma de 3 em três horas – realizando assim cerca de 6 refeições por dia;
  • Beba bastante água – evite tomar qualquer tipo de líquido enquanto se alimenta;
  • Evite frituras, dê preferência a alimentos grelhados, cozidos ou assados;
  • Dê preferência aos alimentos naturais, evitar os industrializados e enlatados;
  • Reduza o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Reduza o sal no preparo das refeições;
  • Prefira lanches leves a noite;
  • Comece as refeições principais comendo salada;
  • Opte por alimentos lights, barras de cereal e frutas nos lanches;

Como saber o seu IMC?

O IMC (Índice de Massa Corporal) é um dos métodos mais fáceis utilizados para medir a gordura corporal. Veja abaixo como realizar o cálculo.

Exemplo de como calcular o seu IMC. (Foto: Reprodução)
Exemplo de como calcular o seu IMC. (foto: reprodução)

Dica

 Após fizer o cálculo, pegando o modelo acima, você estiver acima do peso não opte por dietas malucas encontradas em sites de internet. Procure uma reeducação alimentar o mesmo vale para as suas práticas do dia-a-dia. Consulte um médico, procure um bom nutricionista e ambos irão ajudar no processo da perda de peso de forma saudável.

Curiosidade

Pesquisadores estrangeiros afirmam que as causas da obesidade também podem estar ligadas a vírus que elevam a produção de células da gordura e aos genes, cujas mutações aumentam o risco da doença.

Mulher com obesidade sentada. (Foto: Reprodução)
Mulher com obesidade mórbida. (foto: reprodução)

Vida sedentária e os fatores de risco a saúde

O sedentarismo vem se tornando uma das doenças mais comuns em todas as partes do mundo, tendo como a sua maior causa os maus hábitos dos indivíduos modernos. Essa enfermidade acomete as pessoas que não praticam nenhum tipo de exercício físico ou realiza a sua diminuição de forma gradativa, onde a má alimentação também se faz como um grande fator de risco nesses quadros.

Essa doença costuma atingir vários órgãos do corpo, como o cérebro, coração, rins, entre outros. Além disso, os músculos e os ossos ficam frágeis, com mais chances de adquirirem lesões, infecções, podendo ainda se atrofiarem ou perderem a sua flexibilidade, deixando assim a saúde do organismo menos favorecida.

Observação: a medicina considera como uma pessoa ativa aquelas que gastam 300 calorias ou mais por dia.

Fatores de risco

O sedentarismo proporciona diversos perigos para o organismo, sendo os principais deles:

Dicas de como evitar o sedentarismo.
Fatores de risco causados pelo sedentarismo.
(Foto: Reprodução)
  • » Obesidade;
  • » Diabetes;
  • » Pressão alta;
  • » Perda de massa muscular;
  • » Dores articulares;
  • » Cansaço;
  • » Estresse;
  • » Aumento do colesterol;
  • » Depressão;
  • » Derrames;
  • » Infarto do miocárdio;
  • » Doenças cardiovasculares;
  • » Asma;
  • » Distúrbios psicológicos;
  • » Câncer;
  • » Morte súbita.

Como evitar?

Para evitar o sedentarismo ou combate-lo, é necessário que o indivíduo mude completamente a forma de levar a sua vida, tal como a sua rotina de exercícios e alimentação. Veja algumas dicas abaixo:

Em relação aos exercícios:

  • » Procure um bom profissional para realizar o seu acompanhamento durante os exercícios físicos;
  • » Faça os treinos diariamente, aumentando o ritmo de acordo com a necessidade do organismo;
  • » Evite o uso de qualquer tipo de droga, seja ela lícita ou ilícita;

Em relação a alimentação:

  • » Procure um bom nutricionista para que ele te ajude a modificar a sua alimentação com uma dieta ou uma reeducação alimentar;
  • » Coma de três em três horas;
  • » Beba bastante água;
  • » Evite consumir alimentos industrializados, com muito sódio, açúcar, gordura, bebidas gaseificadas, entre outros;
  • » Opte por ingerir sucos naturais;
  • » Diminua a quantidade de alimentos das refeições;
  • » Não beba nenhum tipo de líquido enquanto come;
  • » Mastigue bem;
  • » Aumente a ingestão de fibras, alimentos integrais, oleaginosas, frutas, verduras e leguminosas;

Curiosidade

O sedentarismo é considerado atualmente como a segunda maior causa de morte em todo o mundo.

Preço de uma cirurgia de redução de estomago

Uma cirurgia de redução de estomago é o ultimo recurso para as pessoas que se encontram com obesidade mórbida, assim como toda cirurgia ela implica riscos, e por ser feitas com pessoas que sofrem de obesidade os riscos ainda são maiores, para começar para se fazer a cirurgia de redução de estomago é preciso de um IMC (Índice de Massa Corporal) acima ou igual ao de 40, para quem não sabe para descobrir o seu IMC é muito simples.

Preço de uma cirurgia de redução de estomago
Paciente antes da cirurgia de redução (foto: reprodução)

Pegue o seu peso e divida pelo dobro da sua altura, assim você terá o seu IMC.

IMC = PESO/Altura x Altura

Depois de assegurado que a cirurgia é realmente necessária o paciente entra primeiro para um tratamento para perde peso para a cirurgia, esse tratamento é necessário e caso não o tratamento não funcione não é possível realizar a cirurgia e o paciente deverá procurar outros tratamentos para emagrecer,  vale lembrar que outras complicações como diabetes, hipertensão e outros problemas médicos também influenciam na decisão de fazer a cirurgia.

A cirurgia em um hospital particular fica por cerca de R$ 8000,00 dependendo do método utilizado esse preço pode variar, esse preço também não incluí o tempo de interno do paciente, a cirurgia também é oferecida gratuitamente para paciente do SUS, mas o tempo de espera pode levar anos, é preciso levar em conta que algum tempo depois também será necessário fazer a cirurgia de retirada do excesso de pele, o SUS também oferece essa cirurgia.

É importante lembrar que após a cirurgia o paciente deverá adotar hábitos saudáveis permanentemente e nunca mais poderá se alimentar como antes, o tempo de recuperação recomendado pelos médicos e de pelo menos 30 dias no hospital sobre uma dieta rígida, em todo caso, vale muito pensar antes de fazer esse tipo de cirurgia e ter certeza se não é possível emagrecer por outros métodos.

Efeitos do orlistat

medicamentos para emagrecer
O orlistat é o principio ativo dos principais medicamentos importes no combate a obesidade

A Obesidade já é um problema no âmbito da saúde publica global, são aquelas pessoas com um grande excesso de gordura corporal e tecido adiposo, causado pela má alimentação e muitas vezes associado a pré-disposição genética. O maior problema da obesidade é que é fonte geradora de outras doenças, que podem gerar a morte do indivíduo, além de tornar o próprio corpo uma prisão.

O orlistat é o princípio ativo de alguns dos principais remédios para emagrecimento, no qual se destaca o Xenical, ministrados em casos de obesidade e aliados ao problemas graves de saúde.

Orlistat como age:

O orlistat atua na ingestão de gordura funcionando como um inibidor da absorção dessa pelo trato intestinal, para isso, o medicamento atua juntamente com a Lipase conseguindo barrar um terço do lipídio ingerido. Para que o obeso tenha melhores resultados deve aliar o uso do medicamento com uma dieta balanceada com baixa percentagem calórica e com a prática de exercícios físicos.
A principal qualidade do orlistat é não interferir no sistema nervoso e, por conseguinte, não tornar o organismo dependente. O remédio ainda auxilia no controle das taxas de colesterol e triglicerídios no sangue representando uma substancial diminuição.

Efeitos Colaterais do Orlistat

Os principais efeitos negativos dos medicamentos a base do Orlistat são flatulência, cólicas e fezes gordurosa, dores de cabeça, infecções intestinais, fadiga muscular, patologias respiratórias, tendinite entre outros. Muitos desses podem ser minimizados com uma dieta correta, alguns médicos também alertam para diminuição da assimilação de alguns complexos vitamínicos  entre eles o K, D e o E, e a eventual chance do aparecimento de pedras nós rins.

Alguns efeitos são associados também ao ministro da fórmula, o principal, desenvolvimento a longo prazo de doenças cardíacas como hipertensão  Mas, atenção pesquisas ainda caminham rumo a comprovação ou não dessa suspeita.
O maior problema com o uso do orlistat é o uso com fins estéticos por pessoas levemente acima do peso, na maioria das vezes sem esteio médico. Essas não necessitam realmente do medicamento e o uso desmedido pode ocasionar o aparecimentos de problemas de saúde.