A Guerra dos Emboabas foi o período entre lutas armadas que ocorreu no estado de Minas Gerais entre os anos de 1707 á 1709, que envolvia povoados portugueses e imigrantes de várias outras regiões do Brasil ou chamados de bandeirantes paulistas e emboabas.
Causas
Esse confronto teve sua causa principal a descoberta do território brasileiro e suas conquistas de poder dos produtos naturais encontrados nas diversas áreas do país, tal como o ouro, que é o foco principal desse embate.
O início desse processo se marcou então pelo grande interesse nas minas de ouro que existiam em Minas Gerais, onde os paulistas afirmavam que eles quem haviam descoberto essa grande riqueza e que por isso, deveriam possuir total exclusividade nessa exploração.
A partir desse desentendimento as lutas começaram, onde os emboabas eram liderados por Manuel Nunes de Viana e os paulistas pelo bandeirante Borba Gato.
Conflito
O conflito mais importante entre esses povos se deu no ano de 1708, na região de Ouro Preto, o sangramento foi o mais visto em todos os anos por esses cidadãos, onde os emboabas após um longo período de embates conseguiu dominar todo o estado de Minas Gerais, fazendo com que os bandeirantes paulistas se refugiassem na área do Rio das Mortes.
Indignados com o poder de embate reverenciado por Nunes Viana e pelo tratamento que seu povo os proporcionou, os bandeirantes liderados agora por Armando Bueno da Veiga, formaram um grande exército para se vingar do massacre que viveram. Esse período de lutas durou cerca de uma semana. Somente após esse conflito, criou-se a Capitania de São Paulo, fazendo com que os povos se esquecessem de suas diferenças e de organizações de poder para que a paz reinasse sobre eles.
Consequências
* Com a derrota dos paulistas em mais um embate, a paz reina entre os povos, onde a Coroa Portuguesa cria a partir daí a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro;
* A cobrança do quinto passou a ser respeitada, sendo regulamentada nesse instante;
* A Coroa Portuguesa assume o controle de exploração das minas;
* Depois de terem sido derrotados, quase toda a totalidade de cidadãos encontrados nos povoados bandeirantes paulistas, partiram para outros estados – Goiás e Mato Grosso – em busca de novas minas que pudessem explorar.
Esse processo ocorreu durante os anos de 1.500 á 1.531 que vai do descobrimento do Brasil pelos povos portugueses até o ponto de partida do povoamento em questão a colonização de vários territórios, movimento comandado quase totalmente por Martim Afonso de Souza.
Esse projeto se deu pelo marco entre o contato de novos povos entre as expedições. Com essa invasão de terras, vários choques houveram entre os habitantes locais da área – que eram os indígenas – e os que desejavam se apropriar daquele território – que eram os franceses. Nessa época o maior produto explorado era o pau-brasil.
Os franceses visavam um grande avanço mercantilista do país, com isso foram se apropriando gradualmente de vários territórios do Brasil para a exploração de suas riquezas naturais.
1501
Em 1501 foi descoberto o pau-brasil no território brasileiro. Os franceses visualizavam como as tribos indígenas extraiam diversos produtos da madeira e com essas informações começaram a exploração e o manejo desse produto para toda a Europa. Esse processo se deu devido á Gaspar de Lemos, que nomeou o Rio de Janeiro e a Bahia como os primeiros territórios a serem encontrados esse produto.
Dois anos após Gonçalo Coelho era o novo reitor desse processo, nomeou então diversas pessoas que ficassem responsáveis para assegurar os domínios da Coroa. Ele ainda inseria no litoral fluminense algumas obras para o armazenamento das toras do pau-brasil.
O pau-brasil possuía grande valor no mercado europeu, com isso a exploração crescia demasiadamente, e por esse motivo, os portugueses além de tomarem a terra dos índios depois de muitas batalhas, ainda os fizeram trabalhar para extrair esses recursos para enriquecer a economia local.
Em troca do trabalho as tribos indígenas ganhavam mercadorias e pequenas armas e esse foi o primeiro momento em que os colonizadores e os índios possuíram uma relação amigável, pois anteriormente, as lutas entre ambos eram travadas cada vez que disputavam o mesmo território.
Mesmo com muita sabedoria em ganhar as terras e a confiança dos nativos, sempre que andavam por novos territórios os europeus travavam grandes batalhas com diversas tribos que não acreditavam nesse processo mercantil em prol de melhora de vida, além de visualizarem o desgaste natural que eles provocavam.
Além da crise dos povos franceses com as tribos, existiam ainda grandes batalhas travadas entre os países europeus que disputavam esse processo de colonização e de ganho econômico.
Após três décadas desde o início do período pré-colonial, vários países europeus se ameaçavam entre si, disputando em maior parte os domínios de Portugal no Atlântico Sul. Com isso, o rei dom João III puniu diversas embarcações. Essa missão foi comandada por Cristóvão Jacques, que afundou uma embarcação francesa e ainda perseguiu todos os seus tripulantes.
Nesse momento as crises que ocorriam no Oriente fizeram que as terras brasileiras se tornassem ainda mais habitadas por diversos povos. Por esse fator os povos portugueses destinaram que a partir daquele momento a mão de obra indígena sozinha já não valia tanto a pena, mas sim a sua combinação com diversos maquinários para enriquecer a então colônia portuguesa.
O Martim Afonso de Souza teve então sua principal atividade lançada, a de exploração. Mesmo com diversas batalhas ele conseguiu se interagir com as tribos indígenas e fazer com que os territórios fossem habitados por diversos povos e que o avanço chegasse aumentando a mercantilização. Além de conseguir descobrir diversos produtos naturais, ele ainda formou vários núcleos de povoamento.
Curiosidade
O primeiro núcleo que Martim Afonso de Souza criou foi em 1532, a vila de São Vicente, que deu origem á uma das principais cidades do Brasil, São Paulo.
A Mesopotâmia define-se como a maior e mais importante civilização que já pode existir, pois a partir da mesma, se pode agregar inúmeros alicerces progressivos para o desenvolvimentos das civilizações futuras, contribuindo para a real formação populacional existente nos dias atuais. A região denominada por Mesopotâmia ficava localizada entre os rios Tigre e Eufrates, numa extensão enorme capaz de comportar diferentes povos, com suas culturas e costumes.
A partir da Mesopotâmia surgiram as sociedades modernas.
A região citada hoje está presente o Iraque, o termo Mesopotâmia, vindo do grego, então significa “terra entre rios”, além de ser o berço da civilização considerada mais antiga do mundo, também foi de onde surgiu empreendedorismo e muita criatividade dos povos que ali estavam, que tudo criavam para facilitar suas vidas de alguma forma. Por estar em solo muito fértil, a primeira atividade exercida na região foi a agricultura que servira para o sustento dos seus.
Por causa do cultivo da terra, muitas pessoas se deslocavam para as margens dos rios e e lá descobriram uma forma de redirecionar a água por meio de canais, que serviam tanto para irrigar plantações distante como também tinha serventia na casas. A partir disso, o desenvolvimento das cidades foi ganhando proporções cada vez maiores, pois havia meios de sustento, alimentação e atividades trabalhistas.
Assim iniciava uma organização civil que se estabelecia e enumerava semelhantes princípios, a crença em deuses de diferentes tipos, como o da colheita e da chuva, havia descentralização do poder com grande influência religiosa, e alguns momentos houve uma enorme divisão da sociedade, onde se tinha pequena parcela de pessoas com maior privilégio, e uma parcela extensa de trabalhadores, escravos e também de camponeses livres.
Os sumérios também inventaram a roda, utilizados em carros de combates puxados por cavalos.
Por causa do ascendente desenvolvimento da região, diferentes povos foram se deslocando para a Mesopotâmia, mas quem deu início a ocupação civilizada foram os Sumérios, que progressivamente criaram cidades-estado organizadas e fortalecidas. Tamanha fora sua estadia arrojada que os mesmos inventaram a escrita, a partir da marcação feita em placas de argila utilizando bastonetes, o que ficou conhecido como Escrita Cuneiforme.
Embora existia muita genialidade dos sumérios, também eram muito independentes e isso comprometeu seu governo central dentro da Mesopotâmia, e fragilizados foram facilmente derrotados pelos Acádios. Governado por Sargão conquistou a região da Suméria, mas seu império teve seu fim quando as cidades-estado sumérias revoltaram-se contra ele e retomaram o poder. Em 2000 a.C. Aproximadamente, finaliza-se a dinastia Suméria e a região da Mesopotâmia sofre uma fase de revoltas e caos por um período equivalente a um século.
Inicia-se então o antigo período babilônico, por volta de 1900 a.C., onde é chegada a atuação do povo amorita de denominação semita, que decidiu governar toda a região mesopotâmica. Centralizaram o governo, acabando com a independência das cidades-estado, transformaram a capital antes suméria, depois Acad para Babilônia. Nesse período surgem políticas e leis babilônicas, como o Código Hamurabi, que se baseava na crença de apenas um deus, o rei, que no caso era Hamurabi,o qual tinha origem indiscutivelmente divina e possuía o poder total.
O rei Hamurabi governou a Babilônia entre os anos de 1792 a 1750 a.C..
O rei então ditava todas as regras para as cidades-estado, incluindo taxações e o serviço militar obrigatório. No Código de Hamurabi, existiam leis rigorosas contidas de punições severas e dependendo do caso havia até mesmo a pena de morte e seguia aplicações semelhantes a Pena do atual Talião, onde o condenado recebe a punição respectivamente ao delito que cometeu, ou seja, segue-se olho por olho, dente por dente.
Com a morte do rei Hamurabi, a região voltou a ser palco de rebeliões e períodos de muitas invasões. Foi dominada pelos hititas, povo de origem misteriosa, onde fizeram vários incêndios e destruíram muitas coisas, mas mantiveram as leis, a cultura e a religião dos babilônios. Logo foram dominados pelos cassitas vindos dos montes Zagros que também absorveram a cultura local.
Famosos Jardins suspensos da Babilônia.
Depois foi a vez dos povos assírios, que guiados pelo rei Tukulti Ninurta I, houve novamente mais um longo período de paz. Mas como a região possuía tantos atributos, sempre sofria com novas invasões e guerras constantes. A partir da invasão dos cadeus que derrotaram os assírios, marcou-se a formação do Segundo Império Babilônico ou Neobabilônico, onde se teve a nova hegemonia da Mesopotâmia. Quem governava nesse período era o Imperador Nabucodonosor II, famoso por criar construções importantes, como a Torre de Babel e os Jardins Suspensos, que de maneira intensa, representavam o progresso veemente da civilização.
O futuro tempo de paz na região da Mesopotâmia só se dá após o processo de formação do Império Persa, comandado pelo imperador Ciro II, em 539 a.C., período em que essa conquista acabou assinalando o fim das grandes civilizações originárias da Mesopotâmia, perpetuando-se na história da Antiguidade e deixando um legado enorme de muita riqueza histórica, algo de tamanha importância para o estudo atual sobre as civilizações do mundo.