Componentes da membrana plasmática

A membrana plasmática, chamada ainda de plasmalema ou membrana celular, é a estrutura responsável por delimitar todas as células vivas, sejam elas eucarióticas ou procarióticas. Ela se caracteriza pela membrana que isola a célula do seu meio exterior. Sua espessura é bem fina, chegando a ter entre 6 à 9 milímetros, podendo ser vistas apenas com o auxílio de um microscópio eletrônico.

Ao visualizá-las é possível observar uma estrutura trilaminar, (chamadas de membrana unitária ou unidade de membrana), que são duas linhas escuras separadas por uma faixa central clara, delimitando assim o contorno de cada célula.

Composição

Os componentes mais abundantes na composição química das membranas são os açúcares, as proteínas e os fosfolipídios. Devido a essas três importantes substâncias, cientistas afirmam que as membranas plasmáticas possuem uma constituição lipoprotéica (pois os  principais componentes moleculares são os lipídios e as proteínas).

Características

Componentes, características e funções da membrana plasmática.
Principais componentes da membrana plasmática.
(Foto: Reprodução)

A membrana plasmática é responsável por proporcionar a manutenção de substâncias existentes no meio intracelular. Para fazer com que as células funcionem normalmente ou para regula-las, a membrana faz a seleção de elementos que entram e o impedimento da entrada de partículas indesejáveis, eliminando-os do citoplasma em alguns casos.

Além disso, possuem ainda um sistema de vedação e adesão do espaço intercelular, fazendo  a comunicação entre as células. Existem em sua estrutura, dois componentes que ajudam a aumentar a superfície celular, que são os microvilos ou microvilosidades.

O corpo da membrana não é rígido e nem homogêneo, ele é descrito como um fluído bidimensional que possui a habilidade de modificar sua forma para entrar no interior da célula, dando origem posteriormente á alguns de seus organelos (que são os compartimentos delimitados pelas membranas, responsáveis por realizarem as funções das células).

Transporte

Existem algumas determinadas condições que as membranas (sejam elas biológicas ou não, tal como as de celulose e plásticas) deixam passar algumas moléculas e, dependendo desses fatores, que o seu transporte é classificado como:

» Transporte ativo: Compreende os transportes das moléculas realizados com a utilização de energia, sendo que a movimentação das substâncias é realizada contra o gradiente de concentração. No caso das células vivas, a energia é utilizada de forma ATP (Adenosina Tri-fosfato);

» Transporte passivo: Trata de todos os transportes moleculares que não precisam de energia para serem realizados, onde a movimentação se dá ao favor do gradiente de concentração. Nesse caso, apenas a energia cinética da molécula é utilizada.

Curiosidade

A primeira membrana plasmática só foi postulada no ano de 1825 por Gorter e Grendal, mas somente sessenta anos depois que Charles Overton confirmou toda a teoria da sua complexidade, observando ainda que a sua estrutura celular só deixava passar por si as moléculas lipossolúveis.

Fonte de alimentação dos fungos

Os fungos são micro-organismos eucariotas e heterótrofos que formam o reino Fungi. A maior parte deles são visíveis a olho nu, tal como as leveduras, o mofo, a orelha de pau, o cogumelo e os bolores. A ciência que estuda a sua estrutura é denominada de Micologia.

Alimentação

Diferentemente das plantas, os fungos não possuem clorofilas e por isso não conseguem realizar a fotossíntese. Para se alimentar, soltam uma substância chamada exoenzima ao seu redor, que é muito parecida com a enzima digestiva. Elas conseguem digerir as moléculas orgânicas encontradas no meio ambiente, fazendo com que consiga se alimentar.

Fungos

Os fungos possuem dois tipos de nichos ecológicos, que são os parasitas, os que se apoderam de organismos vivos. E os decompositores, que se fixam em organismos mortos. Os parasitas ainda se dividem em insectívoros ou helmintíneos, denominados de comedores de minhocas e insetos.

Estrutura

A estrutura dos fungos é composta de filamentos de células (Hifas) que formam uma rede denominada micélio. Essa rede se estende até o alimento, realizando a absorção dos nutrientes que necessita. A maioria dos fungos possuem paredes celulares, tendo coma sua substância principal a quitina.

Ao observar a divisão das hifas, podemos ver que sua estrutura em células não é completa e por isso são chamadas de septadas. Quando existem barreiras divisórias entre elas, são chamadas de “ausente ou septos”, podem ser  cenocíticas ou de asseptadas. Esses filamentos celulares podem se modificar para produzir estruturas celulares altamente especializadas.

Reprodução

A reprodução dos fungos pode ser dada de forma:

→ Assexuada: O Penicillium é um dos tipos de fungos terrestres que se reproduzem assexuadamente, pois consegue se gerir através de uma mitose, com células chamadas de conidiósporos. Ao serem jogadas no meio ambiente, elas podem gerar um novo fungo.

→ Sexuada: O champignon é um exemplo de reprodução sexuada. É um cogumelo com corpo de frutificação que produz esporângios chamados de basídios. Dentro de cada um deles ocorre a meiose, onde consegue originar até quatro células (basidiósporos), que são liberadas no ambiente através do brotamento.

Entendimento de Habermas

Jurgen Habermas é um dos mais importantes filósofos alemães do século  XX. Ele nasceu no dia 18 de Junho de 1929, na cidade de Gummersbach. Além do seu curso de filosofia é formado em história e literatura, mas também se interessou por economia e psicologia na Universidades de de Gotingen, em Zurique.

No ano de 1954 terminou o doutorado em filosofia na Universidade de Bona. Em 1961 obteve licença para ensinar na Universidade de Marburg e posteriormente foi nomeado como professor na Universidade de Heidelberg. Foi ainda professor titular de filosofia na Universidade de Frankfurt em 1964 e de 1971. Mais  adiante atuou como codiretor do Instituto Max Plank, onde avaliava a Investigação das Condições de Vida do Mundo Técnico-Científico.

Até hoje, Habermas é considerado  um grande símbolo teórico e crítico do movimento estudantil, sendo um dos últimos representantes dessa categoria na escola de Frankfurt.

Principais pensamentos de Habermas

» Dentro de todas as suas obras procurou ao máximo criar uma teoria crítica social posicionada em alguma teoria da sociedade;

Principais entendimentos e pensamentos do filósofo Jurgen Habermas.
Jurgen Habermas.
(Foto: Reprodução)

» Todo o seu pensamento apontava para a auto-reflexão da humanidade, onde afirmava que a história conseguia dar conta dos níveis de racionalidade que ela mesmo atingia;

» Era um grande defensor da modernidade, onde procurava criar uma teoria da razão que inclua teoria e prática, onde elas fossem explicativas e justificativas simultaneamente;

» A maior parte dos seus pensamentos partia de que todo o conhecimento é induzido ou dirigido por interesses, porém a sua noção de interesses era muito complexa, onde indicava os três maiores que de acordo com uma hierarquia altamente particular: Os interesses técnicos (desejo de domínio e controle da natureza), comunicativos (entendimentos e desentendimentos entre as várias comunidades) e emancipatórios (auto-reflexão que permitia estabelecer modos de comunicação entre os homens).

Principais obras

» Conhecimento e Interesse;

» Pensamento Pós-Metafísico;

» Mudança Estrutural na Esfera Pública;

» Consciência Moral e Agir Comunicativo;

» Direito e Moral;

» Comentários à Ética do Discurso;

» Racionalidade e Comunicação;

» Técnica e Ciência como “Ideologia”;

» Discurso Filosófico da Modernidade.

A partilha da África e da Asia

A partilha do continente africano e asiático deu-se entre as principais potencias econômicas do mundo no século XX. A partilha ficou conhecida como neocolonização ou politica imperialista. Esse tipo de politica ganhou impulso em 1873 com a superprodução do processo de industrialização, a expansão permitiu o aumento do mercado consumidor, obtenção de matéria-prima e mão de obra barata para produção.

Partilha da África

partilha do continente africano
foto: reprodução

A partilha da África foi um processo bem mais violento do que as outras partilhas. O continente africano, historicamente, sempre sofreu com invasões e explorações, apesar disso a maior parte da África era livre de dominação estrangeira, a expansão imperialista sobre o continente africano foi justificado por varias ideologias discriminatórias, coisas como “missão civilizatória”, segundo as potencias da época era missão dos “civilizados europeus” ensinar aquele povo “bárbaro”, outra justificativa era a partilha das riquezas do mundo entre as nações, levar o cristianismo á esse povos pagãos foi também uma das mais utilizadas e claro, a justificativa de que a raça branca é naturalmente superior a negra e a amarela portanto pode dominar esses povos.

O processo de ocupação se deu de diversas formas, por exploração econômica, ocupação territorial, domínio politico, esse processo durou pelo menos cinco seculos e durou do século XV até o século XX, a descoberta das jazidas de diamante na África do Sul intensificou ainda mais a ocupação, a dominação em sua maioria foi por uso da força militar ou por acordo entre os lideres africanos, os principais países que ocuparam a África foram: Grã-Bretanha, França, Portugal e Bélgica.

Muitos conflitos surgiram entre os países que ocupavam a África, motivados principalmente por projetos de construções de ferrovias que percorreriam o continente com o processo de neocolonização a Europa devastou a economia e a cultura africana, muitos países sofreram com o sistema de plantations que desorganiza o consumo de alimentos dos africanos, além disso a cultura europeia foi imposta aos africanos e muito da história africana se perdeu, muitas revoltas surgiram em busca de emancipação entre elas a revolta Zulu e outras revoltas contra o apartheid, entre outras, até a conquista da independência de quase todos os países no século XX.

Partilha da Ásia

A partilha da Ásia foi em sua grande maioria um processo econômico, diferente da África e da America Latina, quando os europeus

partilha do continente asiatico
foto: reprodução

chegaram a essa parte do planeta, encontraram uma civilização com todo um sistema econômico elaborado, força militar preparada, é uma politica forte e fechada para povos estrangeiros. A grande maioria dos países que partilharam o continente asiático eram os mesmo que partilharam a África, mas com a participação de outros países como Holanda e a Russia que sempre exerceu influência sobre a Ásia.

Novamente surgiram conflitos entre os países que dominavam. Dessa vez, principalmente, motivado por territórios pois muitos países tinham se estabelecido comercialmente na Ásia séculos antes durante as expedições navais do mercantilismo. Entretanto países como a Tailândia e o Japão não sofreram invasões consideráveis como outros países asiáticos. O Japão sobre a pressão dos Estados Unidos teve que abrir seus portos para os países ocidentais, o que gerou varias revoltas internas.

Nessa mesma época os EUA começou a sua expansão Imperialista, conquistando territórios como o Havaí. Outros países que sofreram foram a China sobre a pressão Russa, a Índia  que foi totalmente desestruturada pela dominação inglesa e por último a America latina que sofreu extrema dominação dos Estados Unidos. Por ser o único pais industrializado da época, recolhia toda a matéria prima dos países latinos e revendia os produtos super manufaturados, caso que ocorre até hoje.