Diferença entre massa branca e cinzenta

O tecido nervoso é muito importante para o corpo, pois, é responsável por realizar as trocas de informações no cérebro, de maneira rápida e eficiente, onde consegue controlar e comandar várias partes do organismo. Os neurônios são responsáveis por conduzir todos esses impulsos elétricos, sendo divididos entre os efetores, receptores e os de conexão ou mistos.

Os neurônios não conseguem se distribuir de forma igual dentro do tecido nervoso, devido a isso ocorre uma divisão entre suas massas no cérebro.

Particularidades de um neurônio
Estrutura de um neurônio.
(Foto: Reprodução)

Massa cinzenta

Os dendritos (arborizações locais) e  os corpos celulares dos neurônios, (corpo que abriga o núcleo da célula), se agrupam em algumas partes do corpo, tal como em algumas regiões da médula espinhal e do encéfalo, por isso possuem uma cor mais intensa, no caso, a massa denominada como cinzenta.

Essas substâncias podem ficar acumuladas em camadas (chamadas de córtex), dispersas sem nenhum tipo de organização (formação reticular) ou em aglomerados globosos (núcleo).

É responsável por controlar o sistema muscular e a percepção sensorial dos indivíduos, tal como a fala, a visão, a audição, as emoções, a memória, entre outros.

Massa branca

 Grande parte do tecido nervoso contém axônios de neurônios. Quando  sua maioria é revestida por mielina, sua coloração se modifica tornando bastante esbranquiçada, sendo denominada então de massa branca.

Na parte central do sistema nervoso, os feixes de axônios são chamados de fascículos ou tratos e na sua parte mais periférica, são classificados como nervos.

É responsável por transmitir diferentes mensagens de forma rápida dentro da massa cinzenta, fazendo assim com que os comandos sejam respondidos em um curto espaço de tempo.

Diferença entre a substância branca para a cinzenta.
Divisão das substâncias neurológicas.
(Foto: Reprodução)

Linha que limita a zona quente da Terra

As zonas climáticas da Terra se definem através da localização geográfica do lugar e a intensidade de luz solar que a região recebe durante os meses do ano. Isso acontece devido a forma esférica do planeta, que faz com que os raios solares incindam de forma diferenciada na superfície terrestre.

A área mais quente da Terra durante quase todos os períodos do ano se localiza na Linha do Equador, portanto, quanto mais próximo a região estiver dessa linha, mais elevada será a sua temperatura. Cientistas afirmam que esse fenômeno se dá porque os raios atingem a superfície terrestre formando um ângulo de 90°.

Para facilitar o entendimento do clima e a sua classificação no globo terrestre, foi criado, pelos homens a muito tempo atrás, uma classificação das zonas térmicas do planeta (faixas localizadas entre as linhas dos Paralelos – todo círculo menor perpendicular ao eixo terrestre e paralelo a Linha do Equador), sendo elas:

» Zona intertropical: Se localiza entre o Trópico de Câncer, o Trópico de Capricórnio, é a região mais próxima da Linha do Equador. Nessa área da Terra as temperaturas são bastante elevadas devido a sua forte incidência de raios solares;

» Zonas polares: Estabelece entre os círculos polares (norte e sul) e os pólos (norte e sul). Nessa região, os raios solares são mais fracos devido a sua inclinação. Algumas áreas do local possuem temperaturas abaixo de 0° em determinadas épocas do ano.

» Zonas temperadas: A região norte se localiza entre o Círculo Polar Ártico e o Trópico de Câncer. Ao sul entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico. A intensidade dos raios solares dessas regiões são menores que a da zona intertropical e maiores que a da zona polar.

Divisão das Zonas érmicad da Terra dadas através da Linha do Equador.
Zonas térmicas da Terra.
(Foto: Reprodução)

Essa divisão ainda pode ser descrita segundo as zonas climáticas:

» Zona Polar Antártica: Compreende o Círculo Polar Antártico e o Pólo Sul.

» Zona Temperada Sul: Compreende o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico.

» Zona Tropical: Compreende o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio.

» Zona Temperada Norte: compreende o Círculo Polar Ártico e o Trópico de Câncer.

» Zona Polar Ártica: compreende o Pólo Norte e o Círculo Polar Ártico.

Componentes da membrana plasmática

A membrana plasmática, chamada ainda de plasmalema ou membrana celular, é a estrutura responsável por delimitar todas as células vivas, sejam elas eucarióticas ou procarióticas. Ela se caracteriza pela membrana que isola a célula do seu meio exterior. Sua espessura é bem fina, chegando a ter entre 6 à 9 milímetros, podendo ser vistas apenas com o auxílio de um microscópio eletrônico.

Ao visualizá-las é possível observar uma estrutura trilaminar, (chamadas de membrana unitária ou unidade de membrana), que são duas linhas escuras separadas por uma faixa central clara, delimitando assim o contorno de cada célula.

Composição

Os componentes mais abundantes na composição química das membranas são os açúcares, as proteínas e os fosfolipídios. Devido a essas três importantes substâncias, cientistas afirmam que as membranas plasmáticas possuem uma constituição lipoprotéica (pois os  principais componentes moleculares são os lipídios e as proteínas).

Características

Componentes, características e funções da membrana plasmática.
Principais componentes da membrana plasmática.
(Foto: Reprodução)

A membrana plasmática é responsável por proporcionar a manutenção de substâncias existentes no meio intracelular. Para fazer com que as células funcionem normalmente ou para regula-las, a membrana faz a seleção de elementos que entram e o impedimento da entrada de partículas indesejáveis, eliminando-os do citoplasma em alguns casos.

Além disso, possuem ainda um sistema de vedação e adesão do espaço intercelular, fazendo  a comunicação entre as células. Existem em sua estrutura, dois componentes que ajudam a aumentar a superfície celular, que são os microvilos ou microvilosidades.

O corpo da membrana não é rígido e nem homogêneo, ele é descrito como um fluído bidimensional que possui a habilidade de modificar sua forma para entrar no interior da célula, dando origem posteriormente á alguns de seus organelos (que são os compartimentos delimitados pelas membranas, responsáveis por realizarem as funções das células).

Transporte

Existem algumas determinadas condições que as membranas (sejam elas biológicas ou não, tal como as de celulose e plásticas) deixam passar algumas moléculas e, dependendo desses fatores, que o seu transporte é classificado como:

» Transporte ativo: Compreende os transportes das moléculas realizados com a utilização de energia, sendo que a movimentação das substâncias é realizada contra o gradiente de concentração. No caso das células vivas, a energia é utilizada de forma ATP (Adenosina Tri-fosfato);

» Transporte passivo: Trata de todos os transportes moleculares que não precisam de energia para serem realizados, onde a movimentação se dá ao favor do gradiente de concentração. Nesse caso, apenas a energia cinética da molécula é utilizada.

Curiosidade

A primeira membrana plasmática só foi postulada no ano de 1825 por Gorter e Grendal, mas somente sessenta anos depois que Charles Overton confirmou toda a teoria da sua complexidade, observando ainda que a sua estrutura celular só deixava passar por si as moléculas lipossolúveis.

Fonte de alimentação dos fungos

Os fungos são micro-organismos eucariotas e heterótrofos que formam o reino Fungi. A maior parte deles são visíveis a olho nu, tal como as leveduras, o mofo, a orelha de pau, o cogumelo e os bolores. A ciência que estuda a sua estrutura é denominada de Micologia.

Alimentação

Diferentemente das plantas, os fungos não possuem clorofilas e por isso não conseguem realizar a fotossíntese. Para se alimentar, soltam uma substância chamada exoenzima ao seu redor, que é muito parecida com a enzima digestiva. Elas conseguem digerir as moléculas orgânicas encontradas no meio ambiente, fazendo com que consiga se alimentar.

Fungos

Os fungos possuem dois tipos de nichos ecológicos, que são os parasitas, os que se apoderam de organismos vivos. E os decompositores, que se fixam em organismos mortos. Os parasitas ainda se dividem em insectívoros ou helmintíneos, denominados de comedores de minhocas e insetos.

Estrutura

A estrutura dos fungos é composta de filamentos de células (Hifas) que formam uma rede denominada micélio. Essa rede se estende até o alimento, realizando a absorção dos nutrientes que necessita. A maioria dos fungos possuem paredes celulares, tendo coma sua substância principal a quitina.

Ao observar a divisão das hifas, podemos ver que sua estrutura em células não é completa e por isso são chamadas de septadas. Quando existem barreiras divisórias entre elas, são chamadas de “ausente ou septos”, podem ser  cenocíticas ou de asseptadas. Esses filamentos celulares podem se modificar para produzir estruturas celulares altamente especializadas.

Reprodução

A reprodução dos fungos pode ser dada de forma:

→ Assexuada: O Penicillium é um dos tipos de fungos terrestres que se reproduzem assexuadamente, pois consegue se gerir através de uma mitose, com células chamadas de conidiósporos. Ao serem jogadas no meio ambiente, elas podem gerar um novo fungo.

→ Sexuada: O champignon é um exemplo de reprodução sexuada. É um cogumelo com corpo de frutificação que produz esporângios chamados de basídios. Dentro de cada um deles ocorre a meiose, onde consegue originar até quatro células (basidiósporos), que são liberadas no ambiente através do brotamento.