A Verdadeira História Do Dízimo: Do Antigo Testamento à Atualidade

A verdadeira história do dízimo: do Antigo Testamento à atualidade

O dízimo é um tema que gera muitas discussões e controvérsias dentro das comunidades religiosas, especialmente entre os fiéis do cristianismo. Neste artigo, vamos explorar a origem do dízimo, sua evolução ao longo da história e como ele é praticado nas diferentes denominações religiosas hoje em dia.

Origem do Dízimo no Antigo Testamento

A prática do dízimo tem suas raízes no Antigo Testamento, onde era comum os israelitas oferecerem 10% de suas colheitas e rebanhos ao Senhor. Essa prática tinha várias finalidades, incluindo:

  • Manutenção dos levitas e sacerdotes
  • Suporte às festividades religiosas
  • Assistência aos necessitados

Um dos primeiros registros do dízimo pode ser encontrado em Gênesis 14:20, onde Abraão dá a Melquisedeque, rei de Salém, uma décima parte de tudo o que tinha. Este ato é frequentemente citado como um exemplo de fé e gratidão a Deus.

A Evolução do Dízimo no Novo Testamento

No Novo Testamento, o conceito de dízimo é abordado de maneira diferente. Jesus enfatiza mais a intenção do coração do que a porcentagem exata. Em Mateus 23:23, Ele critica os fariseus por se preocuparem com a prática do dízimo enquanto negligenciam a justiça, a misericórdia e a fé.

Essa mudança de foco sugere que a prática do dízimo deve ir além de uma obrigação financeira, transformando-se em um ato de amor e generosidade.

Dízimo nas Denominações Religiosas Contemporâneas

Atualmente, a prática do dízimo varia entre as diferentes denominações cristãs:

  • Catolicismo: A Igreja Católica não impõe a obrigatoriedade do dízimo, mas incentiva a contribuição dos fiéis para a manutenção das atividades da paróquia.
  • Protestantismo: Muitas igrejas evangélicas veem o dízimo como uma prática essencial de fé e obediência, defendendo a entrega de 10% da renda.
  • Espiritismo: O espiritismo não tem uma prática formal de dízimo, mas muitos adeptos contribuem com doações para obras sociais e de caridade.
  • Religiões Afro-Brasileiras: O conceito de oferendas é comum, mas não necessariamente ligado a um percentual fixo, e varia conforme a tradição.

Exemplos Práticos de Como Praticar o Dízimo

Se você está considerando a prática do dízimo, aqui estão alguns passos práticos que podem ajudar:

  • Calcule 10% da sua renda mensal.
  • Escolha uma instituição ou igreja para onde você deseja destinar o dízimo.
  • Considere se deseja fazer contribuições adicionais, como doações para causas sociais.
  • Estabeleça um dia do mês para realizar sua doação, tornando isso um hábito.
  • Reflita sobre suas intenções e a importância desse ato em sua vida.

Checklist Final

Antes de começar a praticar o dízimo, confira esta checklist:

  • Você entende a origem e a importância do dízimo?
  • Você já escolheu uma instituição ou igreja para contribuir?
  • Você se sente confortável com o valor que decidiu destinar?
  • Você está preparado para tornar essa prática um hábito regular?
  • Você está aberto a refletir sobre o impacto que essa prática pode ter na sua vida espiritual e comunitária?

O dízimo pode ser uma poderosa ferramenta de conexão espiritual e generosidade. Ao entendê-lo em seu contexto e praticá-lo com intenção, você pode experimentar crescimento pessoal e comunitário.

Como fazer o seu testamento

Como fazer o seu testamento

Falar em testamento gera um pouco de aflição, mas é algo extremamente necessário para alguns indivíduos, porque o momento da divisão de bens uma hora irá chegar, independente da vontade ou não dos detentores do patrimônio e/ou dos herdeiros.

Sua manifestação é associada como a última vontade imposta pelos falecidos em relação aos negócios jurídicos e por isso, é essencial que suas regulamentações sejam cumpridas. Geralmente suas disposições são de ordem patrimonial, mas outras ordenações também podem ser adicionadas, como reconhecimento de maternidade ou paternidade, nomeação de um tutor, exposição de dívidas, etc.

De acordo com as formalidades legais, um testamento é um ato solene e revogável, podendo ser feito das seguintes maneiras:

Testamento Público: testemunho escrito pelo tabelião em um livro de notas de um Cartório que se dedica a esses fins. É relevante que todas as descrições estejam de acordo com o testador e sejam lidas na sua frente e na de duas testemunhas em voz alta. O reconhecimento de firma é essencial para a regulamentação do documento, que será registrado em livro próprio. Segundo o artigo 1.867 do Código Civil Brasileiro, os deficientes visuais só podem optar por essa modalidade de testamento.

Como fazer o seu testamento
Exemplo de Testamento Particular.
(Foto: Reprodução)

Testamento Cerrado: para quem deseja um pouco mais de sigilo em seu testamento, essa é a melhor opção porque se trata de um testamento particular que pode ser escrito ou não pelo testador, mas deve ser assinado por ele, na presença de duas testemunhas para que o registro seja aprovado. Para a lavração do documento, ou seja, sua aprovação, será necessário que o documento seja encaminhado para um tabelião pelo testador, para que ele analise todas as descrições e assinaturas do testamento.

Testamento Particular: esse testamento pode ser escrito a punho ou digitalizado pelo próprio testador ou não, mas assinado por ele. Não precisa ser registrado em cartório e deve ser lido na presença de pelo menos três testemunhas que o subscreverão. Não são aceitas rasuras e espaços em branco neste documento, para que falhas na divisão do patrimônio sejam evitadas. A contratação de um advogado é o mais recomendado nesses casos para que todo o processo funcione de acordo com as regulamentações expressas pela legislação brasileira.

Quem pode fazer?

Todo e qualquer indivíduo com idade igual ou superior à 16 anos, que se encontre em seu juízo perfeito e respeite os quesitos impostos pela modalidade de testamento que escolheu. Em caso de menores de idade, não é necessário ter a assinatura dos pais.

Quais são as possíveis limitações?

Todo testador pode alterar seu testamento em vida, desde que obedeça as regulamentações expressas;

O testador pode incluir cláusulas em seu testamento que impeça a venda ou outros tipos de ações em relações aos bens, podendo esse processo ser destinado por um período determinado, ser parcial ou vitalício;

O testador deverá mensurar todos os motivos de impedimento destacados em seu testamento, com relevância quando se tratar de herdeiros de primeiro grau.

O que acontece com os bens na ausência do testamento?

Nesse caso a divisão de todo o patrimônio será realizada pela justiça, sendo entregue para os herdeiros do falecido, como os descendentes, ascendentes e cônjuges. Se não houver nenhuma pessoa que se enquadre nessas categorias, os bens serão destinados aos parentes colaterais, podendo ir até os primos de 4° grau.

Como era a contagem do tempo antes de Cristo

A contagem de tempo realizada antes de Cristo, isto é, antes da Era Cristã, é simbolizada pelos termos a. C.. Nesse tempo a cronologia era realizada de maneira regressiva. Esse processo se deu visando o suposto nascimento de Cristo, considerado como ano 1. Esse sistema é dividido em antes e depois de Cristo. Após o ano 600 d. C. seu nascimento começou a ser destinado como ano 0.

O responsável por esse processo foi o monge Dionísio, que estabeleceu a data de nascimento de Cristo fixada então no dia 25 de Dezembro desde o ano de 753, na fundação de Roma. A Igreja acolheu essa data com muito amor, simbolizando-a como Natal.

Esse sistema também pode ser visto e comprovado na Bíblia, no Antigo Testamento, onde todas as histórias são findadas em tempos regressivos. Logo após, é visto o ano zero, que simboliza o nascimento de Cristo e depois, simbolizado pelo Novo Testamento, é visto a contagem depois de Cristo, após o seu tempo de vida, de morte e o atual momento em que vivemos.

Contagem de tempo a. C e d. C.

Podemos visualizar na imagem que o ano antes do nascimento de cristo foi o ano 1 a. C. e 100 anos antes do nascimento de Cristo foi o ano 100 a. C.. O ano 1 a. C. foi há 2009 anos, enquanto que o ano 100 a. C. foi há 2.108 anos e assim sucessivamente.