Como reverter o diabetes

Reversão da diabetes

A diabetes é uma doença ocasionada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, sendo capaz de envolver o metabolismo da glicose, das proteínas e gorduras. Sua ação pode vir a proporcionar danos agudos ou crônicos para o organismo do enfermo, dependendo do grau em que o transtorno se encontra.

Atualmente, a diabetes vem sendo classificada como um grave problema à saúde pública, isso porque seus casos são cada vez mais alarmantes, atingindo milhares de pessoas no mundo, em todas as faixas etárias e sexos. Observando a complexidade da doença, é possível dividi-la 4 particularidades clínicas, sendo elas:

» Diabetes tipo I: causada pela destruição da célula beta do pâncreas, na maioria dos casos por decorrência de doença auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina;
» Diabetes tipo II: ocasionada por um estado de resistência à ação da insulina, juntamente a uma relativa deficiência da sua secreção;
» Diabetes Gestacional: processo no qual a doença é diagnosticada durante o período gestacional, onde as pacientes não possuem aumento prévio da glicose;
» Outras formas de Diabetes: quadro interligado a infecções, uso de medicamentos, desordens genéticas, doenças pancreáticas, drogas ou outras doenças endócrinas.

Principais sintomas

Reversão da diabetes
Diabetes.
(Foto: Reprodução)

» Visão borrada;
» Aumento de apetite;
» Perda de peso;
» Fadiga;
» Fraqueza;
» Tonturas;
» Sede excessiva;
» Aumento do volume da urina e das micções;
» Surgimento do hábito de urinar à noite;

Devido as complicações da doença, a médio ou longo prazo, o paciente irá começar a se queixar de sintomas urinários, dermatológicos, visuais, cardíacos, renais, digestivos, ortopédicos, neurológicos, entre outros.

Fatores de risco

» Idade maior ou igual a 45 anos;
» Sedentarismo;
» Hipertensão arterial;
» Doença coronariana;
» Diabetes gestacional prévio;
» História Familiar de diabetes;
» HDL-c baixo ou triglicerídeos elevados;
» Filhos com peso maior do que 4 kg;
» Abortos de repetição;
» Morte de filhos nos primeiros dias de vida;
» Uso de medicamentos que aumentam a glicose;

Diagnóstico

Se caso de diabetes forem constatados na família ou os sintomas estejam se manifestando, a ajuda médica deverá ser procurada. Os métodos de análise para a constatação da enfermidade se dão através do rastreamento e da medida da glicemia no soro ou plasma.

Tratamento

Os métodos utilizados no tratamento do paciente vão variar de acordo com as observações médicas do quadro, podendo se dar com mudanças na alimentação, prática de exercícios físicos, uso de medicamentos hipoglicemiantes orais e rastreamento.

Reversão da doença

Após várias pesquisas, foi constatado que a diabetes tipo II pode sim ser revertida, utilizando apenas modificações no estilo de vida e uma dieta completamente controlada. Todo esse processo deve ser acompanhado por um bom nutricionista e profissionais que trabalham com alguma modalidade de exercício físico.

Veja abaixo algumas dicas que poderão te ajudar nessa fase:

» Se alimente de três em três horas, colocando uma fruta no intervalo das principais refeições;
» Não pule nenhuma refeição, principalmente o café da manhã;
» Diminua o consumo de alimentos enlatados, industrializados, refinados, gordurosos, fritos e com altas taxas de açúcares;
» Aumente o consumo de verduras, legumes, alimentos integrais, oleaginosas, sojas e carne branca;
» Opte sempre por consumir carne, peixe e frango cozido, assado ou grelhado;
» Realize atividades físicas regularmente, por pelo menos 40 minutos diários;
» Faça exames periódicos e monitores sempre sua saúde;
» Controle a pressão arterial;
» Evite fumar e ingerir bebida alcoólica;
» Procure manter o peso ideal para as suas condições físicas;
» Não ministre medicamentos sem prescrição médica;

Aviso

As informações contidas nesse texto se fazem de inteiro uso de pesquisa, análises e curiosidades. Caso sinta necessidade ou precise mais detalhes sobre a doença, procure uma orientação médica.

Veja como reverter a laqueadura tubaria

Tira dúvidas sobre a reversão da laqueadura tubária.
Simbolização de uma ligação de trompas.
(Foto: Reprodução)

A laqueadura tubária ou ligação das trompas é um dos métodos utilizados para proporcionar a infertilidade feminina. Esse procedimento cirúrgico (realizado através de clipes, pontos cirúrgicos ou eletrocoagulação) impede o encontro dos óvulos com os espermatozoides devido o bloqueio das trompas.

A cirurgia pode ser realizada através de uma laparoscopia, após o parto normal ou cesário ou por via vaginal. Quando ela é feita de maneira cuidadosa por um bom profissional, pode ser revertida, proporcionando novamente a fertilidade para a mulher, mas caso alguma danificação local seja constatada é impossível reverter o caso.

Como é feita a reversão?

A reversão da laqueadura é realizada por uma laparoscopia, que são pequenos cortes para a inserção dos instrumentos e da micro câmera, para fazer a religação das trompas através de uma micro sutura.

Para quem é indicada?

Esse procedimento é indicado para mulheres que tenham até 35 anos, pois após essa idade a dificuldade para engravidar se torna ainda maior. Caso a paciente esteja passando ou tenha passado pela menopausa, a cirurgia não é indicada porque o organismo não libera mais nenhum óvulo.

Duração da operação

Mesmo sendo um procedimento simples, a cirurgia para a reversão da laqueadura deve ser realizada com muito cuidado para não danificar nenhuma parte do organismo feminino. Devido toda a atenção que deve ser proporcionada á esse procedimento, o processo cirúrgico dura entre 4 à 5 horas.

Riscos

Um dos principais riscos de realizar a reversão é a gravidez ectópica, isto é, uma gestação realizada fora do útero. Estima-se que mulheres que fazem esse procedimento tem cerca de 8% à 20% de chances de ter essa anomalia.

Onde fazer a reversão?

Esse processo cirúrgico não é oferecido pelo SUS e quase não são cobertos por planos de saúde, portanto só poderá ser realizado em clínicas e hospitais particulares.

Aviso

Antes de decidir sobre fazer ou não a reversão, converse com o seu ginecologista e pergunte quais são os perigos desse procedimento (observando o seu quadro de saúde), assim você irá saber se o seu organismo está apto ou não para a realização desse processo e para realizar novas gestações.