Capitalismo e Comunismo na Guerra Fria

A guerra fria tem inicio logo apos o fim da segundo guerra mundial, o mundo praticamente se dividiu em dois blocos, os capitalista liderados pelos Estados Unidos (EUA) e os socialista, liderados pela União Soviética (URSS), apesar do nome guerra fria, não teve nenhum conflito armados entre os dois países, a “guerra” por assim dizer, aconteceu no campo ideológico, houver uma corrida armamentista, tecnologia e ideológica, os dois países financiaram outras guerras como forma de manter o capitalismo ou implantar o socialismo, guerras como por exemplo a guerra da Coreia e do Vietnam.

Guerra fria

O medo

A grande sentimento que foi gerado nessa época foi o medo, pois os dois países contavam com centenas de misseis nucleares, segundo alguns especialistas, apenas 10% desse totais de misseis seriam suficiente para acabar com toda a vida na terra, ou seja não era agora apenas uma guerra, o destino do mundo estava na mão dessas duas super potencias, felizmente como sabemos hoje nenhum dos dois países disparou contra o outro, o conflito foi defino de uma maneira mais econômica.

Corrida Espacial

A corrida espacial foi uma dos agravantes da guerra, as duas superpotências queriam demostrar qual estava mais avançada tecnologicamente e começou uma serie de investimento no campo tecnológico, as disputa mais significativas ficaram em dois campos, no campo armamentista e campo espacial, em 1957 a URSS envio o primeiro ser vivo para o espaço, um cachorro, lançado no foguete Sputnik, mas doze anos depois em 1969 o EUA enviou o primeiro homem a lua, fato que ainda sofre muito polemica, pois a tecnologia do celular de qualquer pessoa hoje já é superior aquela pela qual eles enviaram o homem a lua, mas independente de polemica, de certa forma o Estados Unidos “venceu” a corrida espacial.

Imagem dos países que se aliaram a OTAN - liderada pelos EUA e dos países que fizeram o Pacto de Varsóvia - liderados pela URSS
Imagem dos países que se aliaram a OTAN – liderada pelos EUA e dos países que fizeram o Pacto de Varsóvia – liderados pela URSS

O disputa do marketing e a ditadura

Os Estados Unidos começou toda uma corrida empregada em demonizar o Comunismo, jogando a imagem de que o comunismo representava tudo que havia de ruim em todas as mídias possíveis, o “american way of life” foi divulgado massivamente, não só no Estados Unidos mas como nos países aliados, A União Soviética não deixou barato, pois também começou uma campanha contra o capitalismo, não tão atuante como a americana, mas ainda sim bem empregada.

Talvez o grande diferencial entre os dois países foi o investimento pesado em outros países como forma de manter o sistema politico, o Estados Unidos financiou diversas ditaduras, principalmente na América Latina, como forma de dizimar os ideias comunistas nessa região, uma dessas ditaduras financiadas foi a do Brasil, que como já sabemos, repeliu violentamente qualquer movimento ligado ao comunismo, enquanto isso tudo que a União Soviética podia fazer era financia os rebeldes espelhados nos ideais comunista na esperança de um movimento crescente.

O fim da guerra

Com o pouco apoio que o comunismo tinha recebido e com o braço forte do Estados Unidos financiando países sobre empréstimos para manter a ditadura, fato que gerou a nossa divida externa por exemplo, A União Soviética foi se desfazendo, se mantendo em outras formas de sistema em países como Cuba, Coreia do Norte e Vietnam, etc. Vale lembrar que o socialismo que vemos ascender nessa época não era o socialismo pensado por Karl Marx, mas sim um paralelo com as ideias de Marx que acabou não dando certo.

Qual a fonte de energia da Segunda Revolução Industrial

A Primeira Revolução Industrial se deu no início do século XVIII na Inglaterra, onde os capitalistas visavam o crescimento econômico e o avanço tecnológico, inserindo ainda as grandes industrias, diminuindo os gastos com a mão de obra braçal. Mas na primeira etapa dessa revolução a energia ainda era a vapor.

A Segunda Revolução Industrial nasceu devido o processo científico e tecnológico que acontecia na Europa. Com o aumento da produção das mercadorias, foi fácil também ser elevado os mecanismos da época para conseguir cada vez mais avanço nas produções.

O marco do segundo período dessa revolução, se deu não apenas pelos avanços tecnológicos, mas pelo o que eles proporcionaram, tais como a descoberta de novas fontes de energia, sendo elas a do petróleo, a do urânio e a transformação de água em energia através das usinas hidro-elétricas.

A invenção da energia por esses meios e a descoberta de várias ligas 

Lâmpada

metálicas permitiu que o desenvolvimento das comunicações fossem levados adiante e que dessem certo. Os principais aparelhos fornecidos a sociedade nesse período foram os telefones, os rádios e os telégrafos.

Nesse período, quase nenhuma pessoa tinha condições de ter uma boa qualificação profissional e com isso vendiam sua mão de obra braçal por um valor muito baixo. Durante toda a Revolução Industrial, o poder maior eram sempre dos capitalistas, que enriqueciam com grande facilidade por conseguirem lucrar e obter a mais-valia.

Dica

Para entender um pouco mais sobre como se dava o processo do mundo capitalista na Revolução Industrial.

Qual a diferença entre trabalho e emprego

Desde muito tempo, a sociedade lutou para ter reconhecido os seus direitos no âmbito trabalhista, para que sua mão de obra fosse vista e valorizada e após muitas indas e vindas, os direitos e deveres apareceram para todos. Mesmo sendo palavras tão parecidas, há uma diferença entre ser um trabalhador e ser um empregado.

Trabalho

• O trabalho é em seu fundamento principal, a atividade mental ou física que uma pessoa se propõe a fazer para obter ou transformar algo ou alguma coisa.

Seu surgimento veio desde muito tempo, onde todos podiam utilizar o seu próprio ideal para realizar várias atividades, principalmente a de pegar algo da natureza e modificar ou criar alguma outra coisa que possuísse sentido, lógica e utilidade.

Antigamente, o trabalho era feito de forma escrava e por servidão, mas com a conquista dos direitos trabalhistas, essas pessoas conquistaram a sua liberdade.

Emprego ou trabalho?

O trabalho então pode ser denominado por qualquer atividade realizada por uma pessoa, desde que a mesma não seja comandada por outra e que não receba nenhuma recompensa de ninguém para realizar o serviço, mas sim pela venda de sua produção.

Emprego

• O emprego surgiu após a Revolução Industrial, onde capitalistas contratam pessoas para executarem tarefas para seu próprio ganho financeiro, e por esse serviço essas pessoas são remuneradas.

Uma pessoa que possui um emprego, não pode utilizar de suas ideias para executar suas atividades, pois suas tarefas são mecanizadas, feitas de acordo com o que o chefe necessita.

O emprego só pode se desenvolver juntamente ao capitalismo, pois o trabalhador vende a sua mão de obra para, a sua força de trabalho física e mental para outra pessoa, em recompensa, recebe o salário como pagamento.

No século XXI, uma pessoa só é reconhecida em seu emprego quando desempenha um bom trabalho, isto é, quando se esforça para dar o melhor de si em mão de obra e ideias, mas que ainda assim vende a sua força de trabalho para outros para ser remunerado.

Protestantismo e capitalismo Max Weber

Max Weber foi um grande intelectual de toda a história economista e jurista, além de ser um dos fundadores da Sociologia e de seu estudo moderno. Nascido em 21 de Abril de 1864 na cidade de Efurt, teve um grande caráter em seu trabalho como estudioso e pensador.

Durante muito tempo se manteve reservado até adentrar o processo de racionalização e desencadeamento, que são frutos da sociedade capitalista moderna. Os seus estudos também ressaltaram grande poder dentro da economia, sendo a sua mais famosa obra A ética protestante e o espirito do capitalismo.  Faleceu no ano de 1920, no dia 14 de Junho, na cidade de Munique.

1904 – 1905

A sua principal obra, mostra a relação entre a religião protestante e o capitalismo. No livro, ele esclarece a influência do protestantismo dos séculos XVI e XVII sobre toda a organização capitalística do trabalho livre do Ocidente. Ela foi publicada nos anos de 1904 e 1905, mas só teve sua amplificação no ano de 1920. Em 1999, a obra foi dita como o “livro do século”.

Weber não fez críticas a ênfase do trabalho e o ganho econômico dado pelos protestantes. Da mesma maneira, não avaliou as opiniões católicas de rejeição em fator de assuntos pecaminosos. Ele apenas analisou a relação entre o aspecto econômico e a religião, mostrando as influências recíprocas na transformação social que acontecia no mundo.

Nesse momento de comparação de relações, Weber ainda ressalta o puritanismo inglês. Em meios diversos fenômenos culturais é apresentado uma linha de desenvolvimento de significados e valores universais. Esse processo se deu no ramo das ciências, por meio da fundamentação, sistematização e método; da mesma maneira a organização de grupos políticos e sociais, a Constituição racionalmente redigida, a representatividade e o capitalismo. Entretanto, a busca pelo lucro e pelo ganho não era fator exclusivo do capitalismo, mas sim anterior a ele.

Duas diferentes formas de capitalismo era vista no Ocidente, sendo elas a separação espacial entre o local de trabalho e a residência e a contabilidade racional. Dessa forma, o que interessa não é o desenvolvimento da atividade capitalista como tal, mas sim a origem do sóbrio capitalismo com a organização do trabalho.

Capitalismo moderno

O capitalismo moderno foi desenvolvido por fatores técnicos, onde existiam estruturas racionais das leis e da administração. Esse sistema não se deve somente ao interesse capitalístico, mas também ao intuito de tentar desvendar a peculiaridade do racionalismo ocidental, para obter explicações considerando a condição econômica e a disposição do homem em adotar certas maneiras de conduta racional, sendo influenciado por ideais de dever e forças religiosas.

Diz-se que as cidades mais ricas eram compostas de religiosidades mistas, sendo a maioria protestantes. Os católicos possuíam preferência em engajamentos nos ginásticos humanísticos e os protestantes em ocupações comerciais e industriais e em estudos técnicos.

Max Weber Resumo
Max Weber Resumo

A relação entre as expressões do espirito protestante e a cultura capitalista moderna, pode ser vista pela análise de suas características e as diferenças entre esses mundos do pensamento religioso cristão.

Para o protestantismo, o homem deve trabalhar naquilo que lhe foi destinado ao longo de toda a sua jornada – como Weber afirma no livro – para a glorificação de Deus. Essa vocação e a busca pelo lucro eram sempre visualizadas como caráter positivo, onde a riqueza só era considerada de origem má se levasse o homem a cometer pecados. Dessa forma passou a existir essa classificação do trabalho em fator religioso, onde era considerado bom enquanto obtinham um bom resultado material. A religião condenava a avareza e a desonestidade, mas permitia o acúmulo de riquezas, fazendo com que surgisse o investimento produtivo do capital.

Dessa forma surgiu a economia do capital burguês, onde a desigualdade das riquezas eram considerados fatores unicamente responsáveis da religião, da disposição divina.

Um dos principais fundamentos do espirito do capitalismo moderno é não só ele mas toda a cultura moderna e a conduta racional com basamento nas ideias de vocação nascidas no espirito do ascetismo cristão. Os bens materiais foram adquirindo poder crescente sobre a vida da humanidade, se ressaltando de todos os períodos históricos.

Weber não faz julgamentos, ele se baseia em fatos e consequências visualizados na história da humanidade. Ele mostra a incansável busca pela riqueza, mas não pela ganância, apenas pela crença de que o trabalho dignifica o homem e glorifica a Deus. Existem ainda fortes indícios em suas análises de que o protestantismo foi o responsável pelo desenvolvimento do capitalismo.

Max Weber defende o homem como transformador da sociedade, sendo ele fortemente influenciado pela religião que está presente a todo tempo em seu cotidiano e dessa maneira transforma então a realidade econômica.

Ele ainda afirma que por meio da regularidade de suas ações, o indivíduo transforma a sociedade. A partir do momento em que o homem vive em um meio capitalista é transformado uma ordem legítima, que faz com que seja permitido o capitalismo e seu forte funcionamento. Observa-se que a burocracia permite maior redução de custos, rapidez, maior produtividade e acúmulo de riquezas, ocorrendo então o desenvolvimento vocacional da especialização do trabalho e do capitalismo.

O intelectual, portanto, mostra e afirma que a cultura quando é modificada, atrai novos costumes, comportamentos diferentes, que mesmo não tendo o objetivo de criar uma nova ordem econômica mas sim a moral, começa a ser pilar essencial para sustentar o sistema capitalista.