A partilha da África e da Asia

A partilha do continente africano e asiático deu-se entre as principais potencias econômicas do mundo no século XX. A partilha ficou conhecida como neocolonização ou politica imperialista. Esse tipo de politica ganhou impulso em 1873 com a superprodução do processo de industrialização, a expansão permitiu o aumento do mercado consumidor, obtenção de matéria-prima e mão de obra barata para produção.

Partilha da África

partilha do continente africano
foto: reprodução

A partilha da África foi um processo bem mais violento do que as outras partilhas. O continente africano, historicamente, sempre sofreu com invasões e explorações, apesar disso a maior parte da África era livre de dominação estrangeira, a expansão imperialista sobre o continente africano foi justificado por varias ideologias discriminatórias, coisas como “missão civilizatória”, segundo as potencias da época era missão dos “civilizados europeus” ensinar aquele povo “bárbaro”, outra justificativa era a partilha das riquezas do mundo entre as nações, levar o cristianismo á esse povos pagãos foi também uma das mais utilizadas e claro, a justificativa de que a raça branca é naturalmente superior a negra e a amarela portanto pode dominar esses povos.

O processo de ocupação se deu de diversas formas, por exploração econômica, ocupação territorial, domínio politico, esse processo durou pelo menos cinco seculos e durou do século XV até o século XX, a descoberta das jazidas de diamante na África do Sul intensificou ainda mais a ocupação, a dominação em sua maioria foi por uso da força militar ou por acordo entre os lideres africanos, os principais países que ocuparam a África foram: Grã-Bretanha, França, Portugal e Bélgica.

Muitos conflitos surgiram entre os países que ocupavam a África, motivados principalmente por projetos de construções de ferrovias que percorreriam o continente com o processo de neocolonização a Europa devastou a economia e a cultura africana, muitos países sofreram com o sistema de plantations que desorganiza o consumo de alimentos dos africanos, além disso a cultura europeia foi imposta aos africanos e muito da história africana se perdeu, muitas revoltas surgiram em busca de emancipação entre elas a revolta Zulu e outras revoltas contra o apartheid, entre outras, até a conquista da independência de quase todos os países no século XX.

Partilha da Ásia

A partilha da Ásia foi em sua grande maioria um processo econômico, diferente da África e da America Latina, quando os europeus

partilha do continente asiatico
foto: reprodução

chegaram a essa parte do planeta, encontraram uma civilização com todo um sistema econômico elaborado, força militar preparada, é uma politica forte e fechada para povos estrangeiros. A grande maioria dos países que partilharam o continente asiático eram os mesmo que partilharam a África, mas com a participação de outros países como Holanda e a Russia que sempre exerceu influência sobre a Ásia.

Novamente surgiram conflitos entre os países que dominavam. Dessa vez, principalmente, motivado por territórios pois muitos países tinham se estabelecido comercialmente na Ásia séculos antes durante as expedições navais do mercantilismo. Entretanto países como a Tailândia e o Japão não sofreram invasões consideráveis como outros países asiáticos. O Japão sobre a pressão dos Estados Unidos teve que abrir seus portos para os países ocidentais, o que gerou varias revoltas internas.

Nessa mesma época os EUA começou a sua expansão Imperialista, conquistando territórios como o Havaí. Outros países que sofreram foram a China sobre a pressão Russa, a Índia  que foi totalmente desestruturada pela dominação inglesa e por último a America latina que sofreu extrema dominação dos Estados Unidos. Por ser o único pais industrializado da época, recolhia toda a matéria prima dos países latinos e revendia os produtos super manufaturados, caso que ocorre até hoje.

Partilha da Ásia e da África Resumo

Partilha da África

A partilha dos continentes da África e da Ásia é um processo que já ocorre há muito tempo, desde os tempos antigos a África e a Ásia já era conhecida pelos Europeus, eles não adentravam esses territórios por questões culturais e politicas, entretanto no final do século XVIII, com a expansão dos comércios marítimos e a necessidade de uma exploração mais intensa das colônias, as divisões miam intensa das colônias ocorreu na Conferência de Berlim em 1884-1885, a divisão foi decidida pelo EUA, Rússia, e outros 14 países europeus.

A maior parte da África ficou dividida entre França e Inglaterra, na época os países que mais tinham influenciam neste ramo, outros países que também tiveram partes maiores da África foram Portugal, Alemanha, Itália, Espanha e Bélgica, vários conflitos surgiram pela partilha da África, um desses conflitos foi a chamada batalha dos Bôeres na qual ingleses e holandeses entraram em conflito pela colônia do Cabo, conhecida atualmente como África do Sul.

Africa

Toda essa exploração sobre o território teve enormes consequências negativas para o povo africano que até hoje sofre não só fisicamente mas culturalmente com os ocorridos no século XVIII e XIX, os conflitos internos e a miséria atingiu uma boa parte do continente africano que até hoje sofre com ditaduras e falta de recursos, aos poucos a civilização africana tenta emergir entre os outros países do mundo, procurando crescer intelectualmente e estruturalmente, mas essa ainda é uma longa caminhada que os países africanos devem percorrer.

Partilha da Ásia

No caso dos países asiáticos se deu de forma muito mais complexa e difícil, desde muito tempo, no inicio das expansões colônias países que são praticamente os mesmo que partilharam a África tentaram também obter territórios na Ásia, com uma participação maior da Holanda e da Rússia, mesmo com as tentativas inglesas e francesas de se obterem territórios, eles pouco conseguiam, pois os povos asiáticos já tinham toda uma estrutura de civilização, talvez até anterior aos povos ocidentais.

Ásia

Mesmo assim eles ainda sofreram com as explorações, o único pais que poderia ser declarado totalmente independente era a Tailândia, um do que talvez mais tenha sofrido com a colonização é a Índia, pois o comercio de especiarias era muito cobiçado, mesmo com a insistência latente nas colônias os Asiáticos se mantarem fortes, as relações entre Ásia e Ocidente tiveram que ser muito mais comerciais do que exploratórias, exemplo que podemos colocar e o Japão que com a chegada da modernidade se adaptou rapidamente em meio a empreendimentos comerciais.

Tudo sobre a África e Continente Africano: Economia,Resumo, Aspectos Naturais, Clima e Vegetação,

Recentemente tornou-se  obrigatório a inclusão de história da África dentro do currículo escolar, e isso tornou ainda mais latente um grave problema, durante tempos o Continente africano ficou soterrado e julgado com trivialidade em meio aos conteúdos aplicados. Esse problema é bem mais amplo do que se imagina, atingindo todos os estágios da educação, no ensino básico, onde os assuntos mais próximos param na escravidão, outro ponto ainda a ser muito problematizado, os livros didáticos quando dedicam se dedicam pouco a esse tocante, os professores, as vezes passam por cima do conteúdo em seus planos de curso, muito também por não terem abarcado essas questões na sua formação acadêmica, que também é carente de uma maior quantidade de trabalhos, embora nos últimos tempos uma boa quantidade de artigos e projetos vem se direcionando para essas, mesmo assim as investigações acerca do Continente Africano ainda merece duras críticas, quanto a forma  tendenciosa de abordadar.

Praia da África
Imagem de cidade da África do Sul, mostra que a ideia homogenia de miséria para o continente é bastante falha e estereotipada

Depois de uma introdução bem superficial sobre mazelas do ensino, temos que nos atentar para a visão dos brasileiros a respeito da África e dos Africanos, geralmente depreciativas reproduzindo sempre imagens de pobreza, guerras, desarranjo político, epidemias, que continua pregar no imaginário os esteriótipos de um continente Africano infernal e selvagem. Embora a função desse presente texto seja meramente informativa julgamos pertinente salientar os leitores quanto a uma perspetiva mais crítica, para podermos caminhar  com o mínimo de dignidade quanto ao que julgamos ser verossímil quando nos aproximamos daquele grande e heterogêneo continente que por séculos permaneceu ligado compulsoriamente ao Brasil por vias atlânticas.

Economia

A África é considerada hoje, o continente mais pobre do mundo, partido é claro de uma classificação ocidental de graus de desenvolvimento, isso também não quer dizer que todos os diversos países africanos vivem e situação de pobreza extrema, e isso é muito importante para fugirmos dessa ideia errônea de primitividade. Segundo pesquisas cerca de um 1/3 da população vive com menos de um 1 dólar por dia, as práticas econômicas são diversas, merecendo destaque a agricultura tanto de subsistência, quanto comercial. Graças a grande riqueza florestal, também é muito explorado a extração de madeira que figura entre os principais itens de exportação, países como Gana, Nigéria, Costa do Marfim e Libéria são principais exploradores desse tipo de atividade.

Os safáris são importantes motores das economias locais
Os safáris são importantes motores das economias locais

Países por exemplo como Serra Leoa, que conta com as maires Jazidas de Titânio já descobertas, tem como fonte de renda principal a exportação de minerais, sendo atualmente o principal motor da economia externa. A pesca marítima também é muito explorada nos países costeiros, como Marrocos e África do Sul. Por falar em África do Sul, esse país possui o maior PIB da região, e aposta em diversas areas de atuação como indústria, agricultura, bens de consumo, turismo entre outras coisas.

Segundo estimativas de uma forma geral o Continente Africano deve experimenta um significativo crescimento, cerca de 4,8%, este numero poderia ser maior se não fosse as querelas políticas internas mantidas em alguns países e a ainda tímida retomada da economia mundial depois da crise de 2009. Uma das principais apostas para um crescimento e fomentar a máquina turística, que cada vez permite vislumbramentos animadores.

Relevo e Hidrografia 

Em uma visão Macro do relevo africano podemos entender que resulta de passado geológico muito distante, com isso, que no decorrer de milhares de anos foi sofrendo mudanças, sendo hoje predominantemente plano. Na faixa litorânea é composta por uma vasta planície, ao leste do continente encontramos o o Grande Vale do Rift, com destaque para o Monte Kilimanjaro, ao Norte as Cadeias de Atlas e ao sul destas o Deserto do Saara, o maior deserto quente do mundo. Ao sudeste nos deparamos ainda com o imponente  Maciço de  Drakensberg.

Estão presentes dentro dessa extensão continental alguns dos maiores rios e bacias  hidrográficas do mundo, o Rio Nilo, que abrigou em suas margens uma das maiores civilizações mais impressionantes da Terra, o Egito, até pouco tempo ainda se discutia entre o Nilo ser o não ser o maior rio do mundo, contudo pesquisas mais ressentes apontam que com 6.852,15 quilômetros fica na segunda posição, perdendo por apenas 140 quilômetros para o Rio Amazonas.  Além desse conta ainda com Rio Níger, Orange, Zambenze, entre outros.

foto do Saara
Deserto do Sarra fica atrás apenas da Antártica quanto ao tamanho de area desértica.

Clima e Vegetação 

O território é tangido por dois trópicos, Câncer e Capricórnio e por esse motivo  o clima sofre grandes variações passando de tropical para equatorial, merecendo destaque também as duas regiões desérticas, Saara e Kalahari. As temperaturas em geral são bastante altas, com exceção das porções mais ao Norte e ao Sul de Clima mediterrâneo  as maiores variações estão nas precipitações chuvosas, bem definidas as estações de Primavera e Verão.

Quanto a vegetação no extremo norte são predominantes as vegetações rasteiras e arbustos região conhecida como Magreb, na faixa de transição do Saara para as Savanas, encontramos as estepes bem adaptadas ao clima semi árido. Na parte Central da Africa predominam as famosas savanas e também as florestas, já ao Sul acorrem uma grande variedade de formações vegetais, entre elas Maquis, xerófilas e também savanas.

População 

Dada a vastidão do continente, é também muito diversificada a sua população, são mais de milhões de habitantes, o que gera um contingente demográfico de 26 indivíduos por quilometro quadrado. A grande massa populacional está lograda principalmente nas grandes cidades nas faixas litorâneas.

A grande maioria do seu povo é de origem negra principalmente localizados ao Sul do Grande Saara, são em sua maioria bantos, bosquimanos, sudaneses, pigmeus e nilóticos. Já ao Norte do deserto a predominância étnica é de Árabes, também havendo um larga parcela de Tuaregues e Berberes, por esse motivo a região ficou conhecida como ” África Branca”.

Não podemos negar que existem sim graves problemas de infraestrutura, educação, disputas violentas, saúde e desenvolvimento humano, mas em sua maioria são fatores particulares de cada localidade com razões algumas compartilhadas outras particulares, mas nunca homogenias, esse tipo de informação generalizante não nos ajuda em nada a conceber nossas próprias raízes culturais, enquanto brasileiros, e cria uma falsa ideia de problemas africanos, o que com um rápido olhar panorâmico pelo mundo atual, inclusive dentro dos ditos desenvolvidos encontramos problemas igualmente graves e “parecidos”.