Proibição de vestibular para curso com nota baixa na avaliação

cursos de graduação
Todos os dias novos cursos superiores são lançados no mercado, e deficit de qualidade sobe no mesmo ritmo.

No Brasil um grave problema já vem se arrastando de longa data é a baixa qualidade nós cursos de nível superior, esse quadro se configura pela precariedade dos mesmos no que tange os preceitos básicos de uma formação universitária, pesquisa, extensão e ensino. O MEC avalia  periodicamente os cursos através do Sinaes ( Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) que usa de fonte as avaliações institucionais e o desempenho dos estudantes no Enade.

Segundo a publicação dos dados dos processos avaliativos referentes ao ano de 2011 cerca de 30% dos 6.803 cursos ativos legalmente no país tiveram notas baixas no IGC ( Índice Geral dos Cursos), por isso, o Ministro da Educação Aloísio Mercadante anunciou severas punições, principalmente para as graduações com médias insatisfatórias, cerca de 10% do total avaliado, com nota entre dois e um em uma escala que chega até cinco.

As medidas mais enérgicas foram tomadas para a solução desse empasse, assim cerca de 207 cursos receberam o ultimato do MEC, ou melhoram o rendimento ou fecham as portas, para estes está temporariamente proibido o aumento das vagas oferecidas e 97 estão impedidos de realizarem processo seletivo. Para saírem dessa situação o curso deverá assinar um tratado com o governo no qual tem um prazo máximo de dois meses para acertar a carência de docência especializados e 6 meses para estrutura-se por completo.

Com tudo isso quem mais perde são os alunos, as graduações de desempenho inaceitável deveram cancelar seus processos abertos e os vestibulandos terão que remover suas inscrições para outra area ou unidade, o caso se agrava se o candidato já  foi aprovado no vestibular, segundo o Ministro da Educação passar não dá garantias de matrícula, assim, tanto esforço terá sido inútil. Infelizmente essas ações são necessárias, no Brasil está havendo uma crescimento desordenado de cursos superiores em sua maioria descompromissados com o verdadeiro papel do ensinar, construindo uma elite intelectual fraca e despreparada.

Quando vai cair o carnaval de 2013

Mascara de Carnaval
Se preparando com antecedência você curte mais o Carnaval

O Carnaval é uma das principais datas do calendário católico, tem o seu sentido religioso de despedida do carnal e anseios mundanos, já que precede a Quaresma, período de penitência de quarenta dias que antecede a Pascoa, data ao qual se celebra a ressurreição do Cristo. Por isso, desde sempre os ritos carnavalescos sempre teve seu sentido muito ligado a luxuria e aos prazeres humanos.

O gênese do Carnaval tem passado longínquo, alicerçado na antiguidade clássica,  entre o anos  600a.C e 520. a.C. Na Grécia  eram celebrados nesses tempos ritos ligados ao agradecimento aos deuses pela fatura na colheita, em Roma a Saturnália dava um sentido mais volupio a data. Após se tornar a religião oficial do Império Romano o Catolicismo vetou por um longo período os festejos da carne, isso se perdurou até 530. d.C quando a Igreja sincretiza o Carnaval aos seu panteão dogmático.

No Brasil a festa chega em meados do século XVII e é herança do Entrudo português, que tinha por principais características o arremesso ovos e farinha uns nós outros, com a influência dos carnavais europeus, principalmente francês, a folia foi se organizando, no século XIX chega até nós as mascaras e no XX as premissas do que hoje se entende por carros alegórico.  Atualmente, o Carnaval brasileiro se configura de tal forma, que se tornou a maior espetáculo de rua do mundo, superando o Ano Novo Chinês.

Quem já quiser ir se preparando para o Carnaval 2013 saiba que a data esse ano é o dia 12 de Fevereiro, é importante saber que esse feriado assim como os outros católicos ( com exceção do Natal)são estabelecidos a partir da Pascoa, funciona assim, o Carnaval sempre cai em uma terça-feira 47 dias antes da Pascoa, que ocorre no primeiro Domingo após o equinócio.

Fica uma dica para que pretende viajar no Carnaval, mesmo a festividade sendo no dia 12 a maioria das folias duram no mínimo três dias, devido esta ser considerada um alta temporada é importante você se organizar, faça ar reservas antecipadamente e entre quanto antes em contato com as agências de viagens, com isso, você evita os contratempos de última hora.

Cultura da região Norte

Bumba meu Boi
Bumba meu boi é um forte traço folclórico da região Norte

O Norte é a maior região e com menor densidade demográfica do Brasil, o que fomenta essa dualidade é a grande cobertura natural que o território tem, que torna difícil o desenvolvimento desmedido, ainda bem, pois, isso faz com que os povos que ali habitam tenham suas raízes culturais mantidas, e que a exuberante fauna e flora continuem vivas.

É difícil quando se trata da região norte estabelecer um padrão cultural, apesar do contingente populacional ser relativamente baixo a uma infinidade de entrocamentos culturais. Vieram para a região africanos, europeus  e emigrantes de todas as partes do país, sem falar do legado indígena  é nesse solo que a maioria das tribos indígenas brasileiras existentes faz morada, tudo isso e a proximidade com o natural, dá a essa zona uma misticismo cultural muito forte.

Um dos maiores eventos norteiros é o festival do Boi Garantido e Caprichoso, uma espécie de Carnaval que acontece em meados de Julho na cidade amazonense de Parintins  e figura um disputa pacífica entre duas torcidas. Outro gigantesco rito da região Norte é o Cílio de Nazaré, uma romaria que reúne anualmente mais de dois milhões de fieis uma das maiores procissões de fé da América latina. No âmbito religioso cristão se destaca também por ser nesta região o a segunda maior encenação da paixão de Cristo do mundo.

Na  musica prevalece o Carimbo, ritmo de origem Tupinambá, mas, com forte miscigenação nos costumes africanos, a dança acontece aos pares onde o homem vai até a mulher batendo palma numa espécie de convite a roda, depois disso, ficam em rotação em torno de si próprios formando todos um circulo. A Congada é outra festa com forte teor sincrético entre a cultura europeia e a negra, que ocorre geralmente no encerramento do ano.

Tacaca
Tacaca é uma das iguarias da culinária do Norte

No quesito folclore, o Norte é ainda mais plural, entre as principais lendas estão o boto cor de rosa, o Boitatá, a Vitoria Régia, Iara, Curupira, Cobra Honorato, entre outras. Já a culinária é um dos principais expoentes desse povo, quem nunca saboreou um bolo de mandioca, comeu castanha, beju ou tomou açaí? todas essas são dádivas do Norte, e não é só isso, tem ainda  Tucupi,Tacacá, Maniçoba e a goma.

No artesanato destaca-se os artigos indígenas  origens calcadas nos rituais próprios de cada tribo, contudo, hoje são resinificados e tornam-se gerador de renda para essa população, vendendo-os com artigos decorativos ou recordações.

Quando foi extinto o sistema de capitanias hereditárias

Segundo a maioria dos manuais didáticos de história as Capitanias Hereditárias foram uma forma que D. João III encontrou para colonizar a parte portuguesa do novo mundo e ao mesmo tempo protege-las dos invasores, principalmente franceses. No entanto, esse é só parte da motivação, para intender melhor esses jogos  devemos ampliar o quadro de possibilidades.

Capitanias hereditárias
Forma como foi dividida as Capitanias hereditárias

Basicamente as Capitanias Hereditárias foi a forma de partilha territorial feita pelo governo português em suas colônias, tanto no Brasil, como em Cabo Verde e Ilha da Madeira. O território brasileiro foi então dividido em treze grandes extensões de terras datas cada uma a um capitão donatário, essas deveriam cumprir o pacto colonial. Como o nome já diz eram hereditária transmitidas de pai para filho perpetuamente. O modelo de posse a terra vigorou no colônia de 1534 à 1759, as principais razões para a ruína desse sistema foi o despreparo dos capitães no trato a terra, a falta de amparo da metrópole e a grande dificuldade do cumprimento do pacto colonial. O ” fim ” do poder donatário culminou com a ascensão do Ciclo do Ouro e consequente troca do centro do poder, do nordeste para o sudeste.

A opção de divisão de terras em capitanias era antes de mais nada um forma de troca de favores no jogo político português,  a burocracia vigente confundia o que é público e o que é privado na nação. Para haver a manutenção do poder o imperador em troca de favores concedia terras aos poderosos, por isso, a divisão territoriais coloniais. Raymundo Faoro no seu livro Os donos do poder diz que esta burocratização do poder se transplantou para o Brasil, uma administração paternalista e patriarcal. Teatro que dura até hoje, ainda há “doninhos” da terra, vindos hereditariamente desde os 500.

É só olharmos com um pouco de atenção que é possível figurar como é desigual a posse das terras brasileiras e, porque a reforma agrária nunca nunca acorreu por aqui, vemos que o os coronéis latifundiários  ainda permanecem com as chaves das cidades nas mãos.